Domingo (28), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a demissão de mais um funcionário do alto escalão de seu governo, marcado por uma crise permanente. Dessa vez o demitido foi Dan Coats, Diretor de Inteligência Nacional, que será substituído por John Ratcliffe, deputado leal a Trump.
O governo Trump é marcado por uma contradição entre diferentes setores da burguesia imperialista dos EUA. Resultado da crise do regime político norte-americano e da perda do controle das eleições, com um setor mais fraco da burguesia do país conseguindo impor seu candidato. A demissão de Coats é mais um desdobramento dessa política incoerente.
Coats é um representante da política mais tradicional do regime e do Partido Republicano, e apresentou políticas contrárias às de Trump em diversas ocasiões, em questões como a relação com a Rússia e a Coreia do Norte. Desde o início o governo de Trump levou adiante políticas contraditórias, resultado de uma luta interna entre o principal setor do imperialismo e um setor mais fraco. Isso já resultou na demissão ou na saída forçada de 12 membros da equipe de governo. Em alguns casos, por embates desses funcionários com Trump, como agora com Coats, e em outros por pressão contra o governo Trump, como foi o caso de Steve Bannon.
Com a troca de Coats por Ratcliffe Trump está procurando impor sua própria política externa, no entanto as contradições de seu governo devem continuar nessa área, como em todas as outras. Trata-se de um governo em crise permanente porque expressa a própria crise do regime. Essa tormenta política, por sua vez, é um fruto do colapso econômico de 2008, do qual o capitalismo não se recuperou até hoje, embora uma suposta recuperação tenha sido muito alardeada.




