O ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, revelou na quarta-feira (26) novos planos da oposição golpista para derrubar Nicolás Maduro e colocar um representante da direita e do imperialismo no poder para suprimir a organização dos trabalhadores e entregar os recursos nacionais do país aos grandes monopólios.
São 56 horas de conversas interceptadas pelos serviços de inteligência venezuelanos, que mostram uma trama para assassinar o presidente legítimo e da primeira-dama, Cilia Flores (bombardeando o Palácio de Miraflores), e resgatar da prisão o general Raúl Baduel, detido em 2009, para declará-lo novo presidente da República.
As ações seriam realizadas nos dias 23 e 24 de junho e contavam também com o assassinato do presidente da Assembleia Nacional Constituinte, um dos principais líderes chavistas, Diosdado Cabello. As autoridades bolivarianas apreenderam 140 mil cartuchos de metralhadoras junto com todos os golpistas envolvidos na conspiração, que foi desarticulada pela Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e pelos serviços de inteligência.
De acordo com a denúncia de Rodríguez, vários dos grupos de combate que participariam da insurreição são formados por agentes israelenses. A partir disso, muitos jornalistas e militantes denunciaram o papel de Israel no golpe na Venezuela. Além disso, o ministro também acusou os governos de Iván Duque (Colômbia) e Sebastián Piñera (Chile), além do próprio governo norte-americano, de terem participado dessa tentativa.
Os protagonistas dos vídeos revelados por Rodríguez são militares retirados, policiais aposentados e alguns militares da ativa, junto com um grupo de políticos da direita. O dirigente bolivariano afirmou que os responsáveis pela gravação e vazamento do vídeo “arriscaram a vida” no trabalho de inteligência. “São mais de 56 horas entre as de vídeo, conferências, em diferentes pontos da cidade de Caracas e arredores e as confissões voluntárias da maioria dos capturados”, disse.
Ele ainda revelou que os agentes do Estado venezuelanos vinham acompanhando essa conspiração há 14 meses, infiltrados em todas as reuniões.
Dirigentes do movimento popular, médicos cubanos e a esmagadora maioria dos generais da FANB também estavam na mira de assassinato dos golpistas, segundo as revelações.
Ainda conforme as revelações, o líder golpista Juan Guaidó pagou centenas de milhares de dólares a um agente conspirador chamado Manuel Cristofer Figuera para tirar da prisão Iván Simonovis e Leopoldo López.




