Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha, icônica figura da música brasileira, será homenageado com uma exposição temática no Instituto Moreira Salles (IMS), Rio de Janeiro, a ser aberta no dia Nacional do Choro, o 23 de abril. Desde que foi sancionada em setembro de 2000, essa data é tida como sinônimo ao dia do autor mais importante do chorinho brasileiro. A abertura da exposição será as 17h30, na qual Antônio Rocha tocará a flauta que pertenceu a Pixinguinha. A exposição conterá o vasto acervo de partituras e instrumentos de Pixinguinha, também representando parte da vida pessoal do autor através do histórico contado pelas suas vestimentas, discos de 78rpm e LPs.
Maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro, Pixinguinha foi um dos principais responsáveis pela estruturação do Choro como uma forma musical definitiva. Com uma família de músicos, deu seus primeiros passos na música aprendendo música em casa, chegando ao seu primeiro emprego na área apenas em 1912, trabalhando em cabarés na Lapa. Esse foi o ano, também, em que substituiu o flautista titular da orquestra de projeção do Cine Rio Branco. Dentro da sua carreira musical, integrou o famoso grupo Caxangá, com Donga e João Pernambuco. Esse grupo acabou se desenvolvendo no conjunto Oito Batutas, cujo auge foi 1919. Em 30, trabalhou na gravadora RCA Victor como arranjador para cantores como Francisco Alves e Mário Reis. Dez anos depois, levou a sua carreira musical para as atividades junto ao regional Benedito Lacerda, onde atuava como saxofonista tenor.
Dentre suas principais composições, estão “Carinhoso” (1916-17) e “Lamentos” (1928), as quais, foram determinantes para a consolidação do estilo definido por Choro. Fora isso, compôs obras como “Rosa”, “Vou vivendo”, “Um a Zero”, “Naquele tempo”.




