O regime ditatorial da Espanha impediu três parlamentares eleitos pela Catalunha de tomarem posse no Parlamento Europeu, por estes não terem podido prestar juramento em Madri.
Trata-se de alguns dos principais dirigentes independentistas catalães: Carles Puigdemont, Oriol Junqueras e Toni Comin. O primeiro foi presidente do governo catalão (chamado de Generalitàt) e encabeçou o referendo de 2017 que mostrou que o povo da região é a favor da separação, e que foi brutalmente reprimido pelas tropas espanholas. Comin foi seu parceiro de chapa nas eleições para o Parlamento Europeu e Junqueras é o atual vice-presidente da Generalitàt.
Ontem (02), cerca de 10 mil catalães realizaram um protesto em frente à sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), em apoio aos três políticos. A manifestação ocorreu por ocasião da tomada de posse dos eurodeputados, que ocorreu nessa terça-feira.
Os três são perseguidos políticos pela ditadura espanhola, e por isso foram impedidos de comparecerem a Madri após serem eleitos pelo voto dos catalães, no final de maio.
Puigdemont, por exemplo, está exilado na Bélgica, porque, se voltar à Espanha será preso. O medo de ter qualquer tipo de problema de deportação para as prisões espanholas o fez também ficar de fora dos protestos.
A Espanha é uma ditadura, comandada pela extrema-direita que se finge de democrática após a queda do franquismo. No entanto, seu caráter ditatorial fica desnudado quando se olha para a situação dos países oprimidos e dominados por Madri, como é o caso da Catalunha, do País Basco e da Galiza. Neles, o Estado espanhol intervém pesadamente para reprimir qualquer movimento pela independência e os cárceres espanhóis estão cheios de presos políticos dessas nacionalidades.





