Lenin Moreno, presidente equatoriano que foi celebrado como esquerdista, prontamente passou a apoiar atitudes golpistas alinhadas com o governo norte-americano. Seu mais recente crime contra a soberania do país e, consequentemente, do continente latinoamericano, foi ceder a ilha de San Cristóbal, no arquipélago de Galápagos, para uso militar dos Estados Unidos, sob o pretexto de “cooperação contra o tráfico de drogas”.
O arquipélago é oficialmente Patrimônio da Humanidade, e tem sua importância mundial reconhecida para a pesquisa da biodiversidade há quase dois séculos, quando prestou grande contribuição às pesquisas de Charles Darwin sobre a Teoria da Evolução das Espécies. Inúmeras espécies animais encontradas lá são exclusivas do arquipélago. Os efeitos negativos de uma atividade militar para a biodiversidade daquele ecossistema único são incalculáveis.
Além disso, se trata de uma ameaça à soberania de toda a região. Os EUA pretendem utilizar a base para lançamento do Boeing 707 cujo alcance é de 8.000 quilômetros e capacidade de monitoramento de 120.000 milhas quadradas. Isto dá um potencial de monitoramento militar que pode auxiliar numa invasão à Venezuela ou na repressão dos fluxos de imigrantes que rumam pela América Central até a fronteira com o Texas.
Desde o ano passado, Moreno já autorizou que caças da Força Aérea norte-americana usem a pista de pouso da ilha, contrariando a Constituição do País, que em 2008 definiu o Equador como “território de paz”. O País não está sob ameaça de ataque e nem em guerra com outro, sendo injustificável que sirva para fins militares de uma nação imperialista. Em 2009 foram expulsos militares da base aérea de Manta, e o mesmo deve ser feito agora.




