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Crise do regime

Depois das eleições no Reino Unido, independência da Escócia

Com a derrota histórica do Partido Trabalhista para o Partido Conservador, muitos dos locais onde antes o partido de esquerda era maioria viram os partidos nacionalistas crescerem

Após as eleições no Reino Unido, em que o Partido Conservador conquistou maioria no parlamento e o Partido Trabalhista sofreu uma derrota histórica, os partidos nacionalistas dos demais países (além da Inglaterra) cresceram conquistando a posição que historicamente era dos trabalhistas, fazendo as questões independentistas ficarem na ordem do dia.

O Partido Conservador de Boris Jhonson conseguiu eleger 365 deputados de 650 lugares disponíveis no parlamento, o que é mais do que os 326 necessários para se formar a maioria. Com isso, Jhonson terá o poder de realizar o brexit à sua maneira, retirando o Reino Unido da União Europeia com ou sem um acordo com o bloco europeu. O partido se deslocou mais à direita, demonstrando como o país está polarizado e como o sistema capitalista mundial se encontra em crise no momento.

Ao contrário do Partido Conservador, o Partido Trabalhista sofreu uma derrota histórica. Com capitulações antes e durante o período de eleições, como o fato de não aceitarem novas eleições logo de cara e com Jeremy Corbyn, o líder do partido e candidato a primeiro ministro, aceitando as críticas de antissemitismo ao seu partido quando na verdade deveria esclarecer sua posição contrária a Israel e em defesa da Palestina, além da maior de todas as capitulações que foi o fato de o Partido Trabalhista deixar o assunto do Brexit totalmente ligado ao Partido Conservador, se esquivando de defender aquilo que a população havia decidido sobre o assunto.

Com o descenso do partido de Corbyn, quem ganhou cadeiras foram os partidos nacionalistas dos demais países do Reino Unido. O partido Nacional Escocês, por exemplo, conseguiu 48 cadeiras de um total de 65 disponíveis para a Escócia, demonstrando sua popularidade. O líder do partido, Nicola Sturgeon, definiu que agora o que se deve fazer é pedir um novo referendo sobre a separação da Escócia do Reino Unido, para que esta se mantenha na União Europeia, já que o brexit não é tão popular para os escoceses.

É importante ressaltar que um referendo sobre a independência da Escócia foi realizado em 2014, com uma forte propaganda contraria à independência dentro da Inglaterra, que chegou a dizer que caso a Escócia saísse do Reino Unido, iria automaticamente sair da União Europeia. A independência foi vencida naquela ocasião, mas volta a pauta justamente por conta da saída da UE.

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