Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), que hoje 80% da empresa está nas mãos da Boeing, empresa norte-americana, cuja situação, em seu país de origem não está muito tranquila, em pleno período de recesso, e em seguida férias coletivas está organizando um facão, ou seja, para vários trabalhadores as festas de final de ano serão, na realidade, um pesadelo.
A fábrica entrou em recesso e terá férias coletivas de 6 a 19 de janeiro. “O temor por uma eventual demissão em massa atinge todos os setores da fábrica, tanto dos trabalhadores que permanecerão na Embraer quanto daqueles que passarão para a Boeing”, diz o sindicato. “Somente este mês já foram demitidos cerca de 300 trabalhadores, especialmente da aviação executiva – área que continuará com a Embraer após a entrega da empresa pelo governo golpista do fascista Jair Bolsonaro à Boeing.”
A maioria das demissões de quarta-feira (18) foi justamente de empregados da área executiva da Embraer. Um engenheiro disse ao jornal O Estado de S. Paulo que há preocupação com novas demissões, pois parte dos profissionais têm tido pouco trabalho nos últimos meses…
Conforme relato de um funcionário, “a empresa nunca havia feito demissões como essa na véspera do recesso de fim de ano.” (uol – 19-12-2019)
Apesar de a Embraer dizer que todos os trabalhadores foram avisados e concordado, no entanto, o principal objetivo dos atuais patrões da Embraer, os abutres norte-americanos é de fechar de vez com a terceira maior aviação executiva do mundo, justificando, portanto, o que os trabalhadores falaram à imprensa golpista do Estadão, de que, nem todos foram “convidados” a trabalhar na cidade de Gavião Peixoto, município do Estado de São Paulo, onde é realizado, atualmente, o acabamento final, das aeronaves, onde alguns poucos estão sendo transferidos, pois essa é a política do imperialismo para os países atrasados, ou seja, de sugar toda a sua riqueza, principalmente diante de um governo capacho como o do fascista Bolsonaro, juntamente como seu ministro golpista Paulo Guedes e a fusão com a Boeing nada mais é do que a entrega de todo esse patrimônio do povo brasileiro.
Na quinta-feira (19) houve uma paralização que, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos dirigido pelo PSTU/Conlutas ocorreu no período da manhã, por 40 minutos, na entrada do primeiro turno.
Em resposta a esse brutal ataque contra os trabalhadores o diretor do sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos da PSTU/Conlutas está lavando as mãos, como Pôncio Pilatos, Herbert Claros, ou seja, deixou nas mãos do poder público, como diz abaixo: “exigimos que o poder público se manifeste contra a entrega da Embraer, que representará para o país a perda de tecnologia, soberania e empregos.”
Num passado não muito distante
“Em São José dos Campos, este Sindicato, há décadas dirigidos pelo PSTU/Conlutas, que não organizou qualquer luta real contra a privatização da Embraer, também não organizou qualquer mobilização real contra a compra da empresa pela norte-americana Boeing. A única “iniciativa” tomada pelo sindicato foi assinar um documento com os sindicatos dos metalúrgicos de outras cidades, documento no qual, singelamente, “reafirmam seu posicionamento contrário à entrega da Embraer” e exigem que “O governo federal, seja o atual [Temer] ou o futuro [Bolsonaro], tem de agir em defesa da Nação.” Sem oferecer nenhuma luta, nenhuma resistência à entrega da empresa nacional ao monopólio capitalista estrangeiro, a direção sindical do PSTU apenas assistiu passivamente à conclusão do negócio, já no governo Bolsonaro.” (Coonline – 17-10-2019)
É necessário a ração dos trabalhadores para evitar que isso ocorra, portanto, todos os meios serão necessários, desde a greve como, também a ocupação das suas instalações.
Reestatização da Embraer e nenhuma demissão de seus trabalhadores




