Violento ataque aos bancários

Consequências do golpe: demissão em massa de bancários

Banqueiros e seus governos atacam direitos e conquistas dos trabalhadores através de demissões em massa

Não pode haver dúvida que um dos objetivos centrais do golpe de Estado no país, orquestrado pelo imperialismo norte-americano (não esqueçamos da imagem do ilegítimo presidente da República batendo continência para a bandeira dos EUA, uma demonstração clara do seu capachismo), pelos capitalista e banqueiros nacionais e internacionais, é a entrega do patrimônio nacional e liquidar com os direitos dos trabalhistas para favorecer esses parasitas, e fazer que a classe trabalhadora pague pela crise capitalista.

Em consequência do golpe está em curso, na categoria bancária, a mesma ofensiva reacionária que o governo ilegítimo/fascista de Bolsonaro desfecha contra os demais trabalhadores e o conjunto da população explorada do país (arrocho salarial, demissão em massa, privatizações, liquidação da Previdência Pública, fim da CLT, etc.).

Após o violento achatamento salarial implementado pelos banqueiros e seus governos (que conta com a política equivocada de colaboração das direções das entidades dos trabalhadores), os bancários, agora, estão sendo chamados a entregar os seus próprios empregos. O arrocho salarial e as demissões são as duas faces da política dos golpistas de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o ônus de toda a orgia financeira e capitalistas levada às últimas consequências por um punha de parasitas especuladores e inadimplentes (estes sim os verdadeiros devedores do país), que têm levado a economia nacional à falência.

No embalo dessa política na categoria bancária, somente no ano de 2019, cerca de 36 mil pais de famílias perderam os seus empregos, a maioria deles através do famigerado Plano de Demissão “Voluntária” (PDV), onde os bancos retomaram a ofensiva contra os trabalhadores ampliando as demissões, comprovando que os PDVs são uma política patronal que abriu o caminho para as demissões em massa.

Um dos principais efeitos da crise econômica mundial são as demissões. O Brasil assiste um processo de demissão em massas em diversas categorias. Este processo é sempre acompanhado de uma manobra patronal que permite que os capitalistas empurrem, goela abaixo, as demissões, e um dos principais mecanismos para isso são os PDVs. Em diversas categorias onde foi implantada esta manobra, os trabalhadores pagaram com seus empregos, a exemplo o Banco do Brasil quando na era FHC (PSDB) se começou tal processo o banco contava com cerca de 200 mil funcionários, e hoje, em consequência dos sucessivos PDVs na empresa o efetivo de trabalhadores não passa de 90 mil.

Com o inicio da política de PDV as demissões não pararam de crescer. Entre os anos de 2018 e 2019 o Banco do Brasil, através desse processo, demitiu em torno de 5 mil bancários. O exemplo do BB ilustra os objetivos do PDV. Primeiro os patrões dividem a categoria, com o apoio da burocracia sindical, , demitem os trabalhadores de “forma amigável”, com supostas vantagens, quase sempre mirando o pessoal mais antigo da empresa, com salários um pouco mais altos.

A falsa ideia de demissão voluntária inibe qualquer iniciativa dos trabalhadores contra as demissões, evitando mobilizações, greves impedindo a resposta unitária dos trabalhadores que sempre surge como reação aos ataques à categoria.

Em segundo lugar, o PDV intensifica a exploração. Com a falta de efetivo a empresa dobra a carga de trabalho. Os novos trabalhadores (quando existe novas contratações) sempre são empregados com salários menores que os voluntários do PDV. Desta forma os patrões gradativamente rebaixam o piso salarial da categoria, realizando uma economia para a empresa. E agora com a terceirização de forma indiscriminada, onde os terceirizados não gozam de qualquer estabilidade ou direitos trabalhistas irá, consequentemente, prejudicar os benefícios conquistados durante anos de luta da categoria em acordos coletivos, ou seja, enfraquecendo a luta dos trabalhadores.

Assim, o PDV é ao mesmo tempo um ataque econômico e político à classe trabalhadora.

Os trabalhadores devem lutar contra as demissões, pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, para que todos trabalhem.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Eleições Gerais Já, Anulação de todos os processos contra o ex-presidente Lula.

 

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