Genocídio

Em Mato Grosso há um médico para 32 aldeias

Descaso premeditado de Bolsonaro com a Saúde Indígena promove morte e doença nas aldeias Zoró em MT. O governo da "boiada" dos latifundiários está a serviço do genocídio indígena!

O contágio das 32 aldeias indígenas da etnia Zoró pelo vírus corona atingiu mais de uma centena de moradores dos pouco mais de 700 (711 em 2014, último dado publicado) da região. O pouco apoio à saúde é fornecido por um médico, uma enfermeira e um motorista. Somente três funcionários para uma área de 326 mil hectares que fica em média a mais de 200 quilômetros de Ji Paraná (Rondônia) onde está localizado a Casa de Saúde Indígena de Ji Paraná, a ajuda mais próxima aos povoados que ficam a aproximadamente 1.600 km da capital de Mato Grosso.

Nessa mesma casa de saúde sob condições precárias, estão internados em isolamento ao menos oito indígenas incluindo uma idosa entubada em estado grave. O cacique Panderewup Zoró esclarece que as condições estão ainda piores, pois os profissionais especializados estão também afastados por conta do vírus. Apesar de tudo, nenhum auxílio real é prestado e os indígenas sentiram-se obrigados a pedirem ajuda externa, o único meio de “enfrentamento” que dispõem, ou seja, estão à própria sorte.

Segundo a reportagem veiculada na imprensa golpista, em resposta, o responsável da Funai (Fundação Nacional do Índio) teria apontado como causador do contágio o encontro religioso entre as aldeias de diversas etnias, segundo a tradição religiosa, o que teria causado “aglomeração”. Mais uma vez, a Funai se ergue contra os indígenas, o que tem sido seu papel exclusivo desde o golpe de 2016, ao acobertar a precariedade da situação do índio no Brasil, uma população que se encontra pressionada com a intensa atividade de latifundiários, grupo que apoia ferrenhamente Bolsonaro, e que por isso sofre com o contato ilegal frequente, além da desestabilização do seu frágil modo de vida. O evento religioso, longe de ser o causador ou até propagador principal do vírus, é somente mais um dos momentos de exposição dos moradores pela sobrevivência na pandemia.

O governo Bolsonaro, a Funai e a SESAI, de responsabilidade do Ministério da Saúde, ao se omitirem perante a situação e também à imprensa, atuam abertamente no sentido de promover um genocídio da população indígena, como preconizava sua candidatura, contribuindo ainda em proveito dos latifundiários e exploradores dos recursos naturais, que figuram como os maiores perigos e ameaças à vida na região em paralelo ao coronavírus, que é usado para acelerar o genocídio da “boiada” de Salles e do Governo Bolsonaro em geral.

Para acabar de uma vez com o genocídio indígena precisamos urgentemente ir às ruas pelo Fora Bolsonaro! Para retirar à força o genocida mestre Jair Messias Bolsonaro!

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