Os sindicatos franceses levaram às ruas, em 5 de novembro, a oposição aos cortes previstos no orçamento de Emmanuel Macron. A greve fechou a Torre Eiffel, atingiu escolas e reduziu a produção de energia nuclear no início do dia. Trabalhadores e estudantes se manifestaram por salários maiores, melhores condições de ensino e verbas para os serviços públicos.
CGT, CFDT, FO, Unsa e FSU convocaram a jornada contra as propostas orçamentárias do Estado e da Seguridade Social para 2027. A CGT reivindica aumento de salários e aposentadorias, atendimento público e financiamento da proteção social. A paralisação encontrou uma juventude que vinha protestando desde setembro contra as condições das escolas.
A adesão dos funcionários impediu a abertura da Torre Eiffel. Nas escolas e no setor de energia, a interrupção do trabalho levou ao governo uma cobrança que semanas de passeatas estudantis já haviam apresentado. A aproximação entre trabalhadores e alunos deu às reivindicações um alcance maior do que o de cada setor isolado.
Macron mobilizou 70 mil policiais e gendarmes. O Ministério do Interior disse esperar mais de 220 ações públicas e anunciou o emprego de unidades móveis, drones, blindados e canhões de água. Também estabeleceu condições para autorizar os trajetos das manifestações.
A resposta preparada pelo governo mostra a importância política da greve. Professores, estudantes, funcionários públicos e trabalhadores de outros setores passaram a exigir juntos recursos que o orçamento ameaça cortar. São suas organizações que decidirão os próximos passos da paralisação.





