A Prefeitura de Palmas conseguiu na Justiça uma ordem para manter nas ruas a maior parte dos ônibus durante a greve dos motoristas. O Tribunal Regional do Trabalho determinou a circulação de 80% da frota nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão veio após a categoria iniciar a paralisação às 4 horas desta terça-feira, 3 de novembro.
A Sancetur, concessionária responsável pelo serviço, é acusada pelo sindicato de não pagar o piso salarial estabelecido na convenção coletiva de 2026. Os motoristas cobram ainda banheiros e bebedouros nas estações e nos pontos finais, o cumprimento dos intervalos e o fim de descontos que consideram indevidos. Segundo a entidade, a empresa não apresentou nova proposta nas negociações desde junho.
Passageiros encontraram a Estação Xerente lotada e relataram atrasos de até 40 minutos. O transtorno mostra a importância do trabalho dos motoristas para a cidade. A prefeitura prefere usá-lo como argumento para restringir a greve, enquanto afirma que a disputa salarial não lhe diz respeito por ser a Sancetur a empregadora da categoria.
Essa divisão de responsabilidades só aparece quando os trabalhadores apresentam suas reivindicações. Para exigir que a frota circule, o município recorreu imediatamente ao tribunal. O transporte é um serviço concedido pela prefeitura, pago e utilizado diariamente pela população. As condições impostas a quem dirige os ônibus interferem diretamente em sua operação.
A assembleia que aprovou a greve ocorreu em 23 de outubro. Houve tempo para a empresa negociar antes de os motoristas pararem. A Sancetur deve pagar o piso previsto na convenção e atender às demais reivindicações. Obrigar a categoria a trabalhar por decisão judicial não instalará um único banheiro nos pontos finais.





