A União Sindical de Base (USB) convocou uma greve nacional na Itália em 30 de outubro contra a alta do custo de vida e o aumento das despesas militares. Trabalhadores e estudantes marcharam em dezenas de cidades. Os números de participantes divulgados pelas organizações e pelos veículos que cobriram a jornada variam, mas os atos atingiram Roma, Milão, Turim e centros menores. A reivindicação ligou duas decisões do governo: o dinheiro destinado ao armamento e o que falta para salários e serviços públicos.
Em Milão, uma marcha de estudantes se juntou à mobilização de trabalhadores. Em Roma e Turim ocorreram confrontos localizados com a polícia. As mobilizações portuárias deram à greve outro alvo concreto: estivadores protestaram contra o transporte de armas e interromperam atividades em instalações como as de Gênova, Livorno e Trieste.
Para quem trabalha nos portos, a militarização não é uma discussão distante sobre cifras do orçamento. Ela aparece nos navios e nas cargas que passam pelo local de trabalho. Em fevereiro, estivadores de vários portos do Mediterrâneo já haviam paralisado atividades em solidariedade aos palestinos e contra o uso da infraestrutura portuária para abastecer a guerra de “Israel”. A greve de outubro voltou a reunir a defesa dos salários e a oposição aos gastos militares.
A próxima paralisação nacional anunciada na Itália está prevista para 20 de novembro. A jornada do dia 30 mostrou que há disposição de lutar entre trabalhadores de diferentes setores. Para transformar os atos em conquistas, as reivindicações terão de ser discutidas nos locais de trabalho e sustentadas pelas organizações de quem fez a greve.





