O Ministério da Saúde de Gaza registrou nesta quarta-feira (4) mais três palestinos mortos e 21 feridos em consequência dos ataques de “Israel” nas 24 horas anteriores. Desde a entrada em vigor do chamado cessar-fogo, em outubro de 2025, o total chegou a 1.602 mortos e 5.794 feridos, segundo o balanço divulgado pela pasta.
O número acumulado desde outubro de 2023 alcançou 74.618 mortos e 175.920 feridos. A contagem diária continua a crescer porque os bombardeios e disparos não cessaram. O Gabinete de Imprensa do governo de Gaza afirma ter registrado 5.989 violações do acordo. A manutenção do cerco ao território também impede que a população retome uma vida segura.
Na terça-feira, ataques atingiram a região de Al-Mawasi, em Khan Iunis. O Ministério do Interior de Gaza informou que integrantes dos serviços de segurança morreram ou ficaram feridos. Dois dias antes, aeronaves não tripuladas haviam atingido novamente a área. Segundo a pasta, 75 policiais e outros integrantes de suas forças foram mortos desde o início da trégua.
A população de Gaza precisa de agentes que organizem a circulação, atendam ocorrências e protejam os moradores. Atingi-los prejudica essas tarefas enquanto bairros inteiros seguem destruídos. O DCO acompanha desde o início da trégua os bombardeios que “Israel” continuou a realizar e as mortes registradas pelas autoridades palestinas.
Chamar o acordo de cessar-fogo não protege os palestinos dos aviões, da artilharia ou dos tiros. Os mortos contabilizados pelo Ministério da Saúde mostram a distância entre a declaração diplomática e o que acontece nas ruas de Gaza. A exigência imediata é o fim dos ataques, a retirada das forças de ocupação e a abertura das passagens para a entrada de alimentos e atendimento médico.





