Hebrom concentra parte importante das oficinas, fábricas e exportações palestinas. Tropas de “Israel” fecharam acessos à cidade, entraram em bairros residenciais e obrigaram aproximadamente 2.500 pessoas a deixar suas casas. Quando uma das principais cidades produtivas da Cisjordânia é bloqueada, o ataque alcança também trabalhadores e comerciantes que vivem fora da área imediatamente ocupada.
A operação começou após um ataque a um posto militar que matou dois soldados israelenses. Os dois palestinos apontados como autores morreram. Em seguida, militares ocuparam residências para usá-las como posições de suas tropas, realizaram demolições e prenderam pelo menos 47 palestinos, segundo a Sociedade dos Prisioneiros Palestinos citada pela Al Jazeera. A prefeitura informou que quase 500 famílias foram expulsas da área atingida.
Hebrom responde, de acordo com os dados reunidos pela reportagem, por cerca de 40% da produção industrial palestina e 30% das exportações. Fechar estradas significa impedir que empregados cheguem ao trabalho e que mercadorias circulem. É a ocupação militar agindo sobre a moradia e sobre os meios de sustento da população.
Os moradores conheciam restrições antes desta ofensiva. Desde a divisão da cidade em setores, em 1997, milhares de palestinos vivem na parte submetida ao controle direto de “Israel”. Postos militares e barreiras protegem os colonos sionistas, enquanto ruas comerciais palestinas perdem seus clientes. Mais de 500 lojas da Rua Xuhada foram fechadas ao longo dos anos.
A resposta a um ataque contra militares foi estendida a famílias inteiras. Os palestinos expulsos precisam voltar às suas casas; as entradas da cidade devem ser reabertas. A permanência de tropas e colonos armados em Hebrom garante que novas expulsões possam ser ordenadas a qualquer momento.





