A Polícia Militar pôs tropas em pelo menos três frentes na manhã de 26/10 sem apresentar, até a primeira atualização da notícia, qualquer prisão, apreensão ou confronto confirmado. Os moradores, entretanto, já conviviam com blindados nas ruas de Duque de Caxias e incursões em comunidades da capital.
Equipes do Batalhão de Choque entraram no Santuário e na Mangueirinha, em Caxias. No Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio, agentes do 41º Batalhão realizaram a chamada operação Barricada Zero. O 31º Batalhão atuou em César Maia, Coroado, Fontela e Pombo Sem Asa, na zona sudoeste.
Quem vive nesses bairros não recebe um aviso capaz de suspender o trabalho, a escola dos filhos ou a necessidade de sair de casa. A operação entra na rotina dos moradores pela presença dos fuzis e dos veículos blindados. O DCO já registrou incursões recentes no Rio que prejudicaram escolas e uma unidade de saúde; esses efeitos desaparecem dos comunicados que apresentam a mobilização policial como resultado em si mesma.
A política se repete porque preserva o poder da PM sobre comunidades pobres. O comando escolhe os bairros, envia as tropas e depois divulga os objetivos da ação. A população atingida não controla nenhuma dessas decisões.
O DCO defende o fim da Polícia Militar, a legalização de todas as drogas e a organização da segurança sob controle dos trabalhadores. A retirada da PM das comunidades é uma reivindicação imediata diante de uma política que submete bairros inteiros à ocupação militar.





