A Polícia Militar entrou na Vila Kennedy, em Bangu, na terça-feira (20/10), e anunciou a prisão de cinco homens e a apreensão de dois fuzis, carregadores e munições. Os detidos e o armamento foram encaminhados à Polícia Civil.
Segundo a PM, a operação procurava armas e pessoas com mandados de prisão. A corporação não divulgou a identidade dos presos nem informou, no balanço inicial, se havia mandados contra eles. Também não havia registro de feridos até o encerramento da ação. São os dados apresentados pela polícia; as prisões ainda dependem de investigação e decisão judicial.
Na comunidade, a entrada das viaturas alterou a manhã dos moradores. Vans e mototáxis reduziram as viagens, enquanto motoristas relataram lentidão na Avenida Brasil. Trabalhadores tiveram de atravessar ruas ocupadas por policiais armados para sair de casa. O balanço oficial registra os fuzis apreendidos, mas não o custo de mais uma operação para quem vive ali.
A política apresentada como “guerra às drogas” repete esse resultado há décadas. A proibição mantém um comércio clandestino altamente lucrativo e fornece ao Estado a justificativa para invadir favelas, revistar moradores e multiplicar prisões. A legalização de todas as drogas retiraria o comércio desse mercado ilegal e trataria o consumo como questão de saúde pública, em vez de motivo para lançar operações policiais contra a população pobre.
Também não haverá segurança para os moradores enquanto apenas o Estado e as organizações armadas que disputam as comunidades tiverem acesso às armas. O PCO defende a dissolução da PM, o amplo armamento dos trabalhadores e a organização da autodefesa nos bairros, sob controle dos próprios moradores. Trabalhadores devem ter o direito de se armar e de escolher quem responde pela segurança de suas comunidades. Essa é a posição defendida pelo PCO contra a política policial aplicada nas favelas.





