O Ministério das Relações Exteriores da China condenou a ordem de prisão contra o ex-presidente cubano Raúl Castro emitida por um juiz dos Estados Unidos. A porta-voz Mao Ning classificou a medida como mais um uso do sistema judicial norte-americano para exercer pressão sobre Cuba.
Mao afirmou que Castro é uma figura respeitada da Revolução Cubana e reafirmou o apoio de Pequim à soberania da ilha. Também pediu que Washington suspenda o bloqueio e as demais medidas de coerção que atingem a população cubana.
O mandado está relacionado à derrubada, em 1996, de dois aviões do grupo de exilados cubanos Brothers to the Rescue. Quatro pessoas morreram. O governo cubano sustentou que as aeronaves haviam violado seu espaço aéreo após advertências anteriores. A nova iniciativa judicial reabre o caso três décadas depois.
Ao condenar a medida, a China colocou o mandado no contexto mais amplo da política dos Estados Unidos para Cuba. O bloqueio econômico e as sanções continuam a limitar as condições de vida da população; agora, a Justiça norte-americana se volta também contra uma das principais lideranças históricas da revolução.





