A greve dos motoristas do lote D10 paralisou 67 linhas de ônibus na zona sul de São Paulo em 19/10. Segundo a Prefeitura, cerca de 267 mil passageiros foram afetados. Os trabalhadores cobram respostas sobre os depósitos de FGTS e INSS e reivindicam melhorias no vale alimentação e no plano de saúde.
As linhas eram operadas pela Transwolff. Desde dezembro de 2025, estão sob responsabilidade da SPTrans, após a Prefeitura encerrar o contrato da antiga empresa. A mudança de administração não resolveu, para os rodoviários, as dúvidas sobre seus direitos. Eles querem saber onde estão os valores devidos e em que condições poderão acessá-los.
A SPTrans afirma que paga salários e benefícios regularmente. Sobre FGTS e INSS, declarou que faz depósitos integrais em juízo enquanto aguarda decisão judicial. Também informou que busca contratar outra empresa para o plano de saúde e que, nesse intervalo, paga uma compensação prevista em acordo coletivo.
A Prefeitura acionou o plano emergencial de transporte e pediu reforço policial para as garagens. A SPTrans chamou a greve de ilegal por não ter sido comunicada com 72 horas de antecedência. A reclamação sobre o aviso prévio ganhou destaque imediato, enquanto a cobrança que levou à paralisação — os depósitos trabalhistas — continuou sem uma solução apresentada aos funcionários.
A Transwolff deixou o sistema após investigações sobre suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital, acusações que a empresa contesta. Os motoristas não decidiram o destino do contrato. Continuaram conduzindo ônibus durante a mudança e agora precisam lutar para conferir seus próprios direitos. Enviar polícia às garagens não apresenta um único comprovante de FGTS.





