Educação

Sem receber salários e direitos, professores da Unifemm entram em greve

Docentes do ensino superior aderiram à paralisação em 13/10; a educação básica da instituição está parada desde julho

A greve dos professores da Unifemm, em Sete Lagoas (MG), chegou ao ensino superior. Os docentes desse setor pararam na terça-feira (13/10), após decisão tomada em assembleia no dia 7. Eles cobram salários, férias, 13º e recolhimentos trabalhistas que, segundo o Sinpro Minas, sofrem atrasos e outras irregularidades há anos.

Os professores da educação básica da mesma instituição estão em greve desde 9 de julho. Quando rejeitaram uma proposta da direção naquele mês, havia trabalhadores com mais de 13 meses de salários atrasados, conforme o sindicato. A proposta dava à Unifemm 90 dias para apresentar uma possível solução, sem fixar os valores ou garantir o pagamento das dívidas.

O sindicato afirma ter procurado a direção para reuniões e ingressado com ações coletivas. A paralisação dos dois setores mostra o alcance do problema: escolas e cursos superiores dependem de profissionais que continuam sem receber regularmente pelo trabalho já realizado.

Em comunicado aos alunos, a Unifemm declarou que acompanha a situação. A presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, criticou a tentativa de transmitir uma impressão de funcionamento normal enquanto as pendências permanecem. Os estudantes também precisam conhecer os valores devidos e as providências que a direção se compromete a tomar.

Os docentes exigem uma proposta com pagamentos definidos, prazos e garantias para os recolhimentos do FGTS e do INSS. Foi a ausência dessa resposta, depois das tentativas de negociação, que levou primeiro os professores da educação básica e depois os do ensino superior à greve.

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