Um costa-riquenho com diabetes e um peruano que sofreu uma emergência médica morreram enquanto estavam sob custódia do ICE, a polícia migratória dos Estados Unidos. As mortes ocorreram em 18 e 29 de setembro. Um terceiro imigrante, guatemalteco, morreu em consequência de ferimentos sofridos num acidente de trânsito após uma tentativa de prisão por agentes do órgão em 20/9. Os três casos foram reunidos pelo Heraldo Rojo.
As circunstâncias do atendimento aos dois detidos exigem investigação. Pessoas mantidas sob custódia dependem dos responsáveis pela prisão para receber medicamentos, atendimento médico e transporte a um hospital. Suas famílias precisam conhecer os registros das emergências e as decisões tomadas pelos agentes.
A reportagem aponta ainda dois imigrantes baleados por integrantes do ICE em episódios separados. Um venezuelano foi atingido quando trabalhava como motorista de entregas. Em outubro, um homem levou tiros enquanto seu filho de cinco anos estava no banco traseiro do carro. Ambos são casos distintos das três mortes.
Depois do disparo ocorrido em outubro, manifestantes foram ao hospital onde o homem recebia atendimento. Cinco pessoas acabaram presas durante o protesto, conforme a reportagem. A reação ocorreu diante de operações migratórias que atingem trabalhadores em seu serviço e famílias nos deslocamentos diários.
O DCO registrou outras quatro mortes de pessoas presas pelo ICE num curto intervalo em janeiro deste ano. Os casos mais recentes exigem respostas sobre o tratamento médico nas instalações de detenção e sobre a atuação dos agentes durante as tentativas de prisão.



