Enes Kanter Freedom e Royce White, dois antigos jogadores da NBA, declararam que pretenderam disputar o recrutamento da liga feminina de basquete dos Estados Unidos em 2027. Para isso, passaram a afirmar que se identificam como mulheres. A manobra foi organizada para forçar uma resposta pública da WNBA sobre seus critérios de participação.
A resposta sobre os dois veio em agosto. Fontes ligadas à liga disseram à Reuters que Freedom e White não são elegíveis. Segundo a agência, a WNBA não possuía uma norma pública específica sobre atletas trans e ainda discutia o assunto. Assim, os anúncios dos ex-jogadores não lhes garantiram uma vaga nem provaram que bastaria uma declaração de identidade para ingressar no torneio.
A existência de categorias femininas responde às condições materiais da competição. Por isso, as jogadoras precisam ter o direito de discutir critérios de ingresso, vantagens físicas e segurança sem que uma pergunta seja tratada como ofensa proibida. O Diário Causa Operária já se posicionou contra o fechamento desse debate. A provocação dos ex-jogadores obrigou a WNBA a responder sobre ambos; cabe à liga apresentar regras claras às atletas que disputarão suas competições.





