O ministro da Defesa da Polônia, Władysław Kosiniak-Kamysz, defendeu nesta terça-feira (13) que as fábricas europeias de armas e munição passem a operar em “modo de guerra”. Ele apresentou a proposta em Varsóvia depois de conversar com o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, sobre expansão da produção militar e fornecimento de equipamentos.
Kosiniak-Kamysz justificou a mudança com o crescimento da capacidade bélica russa. Entre as prioridades que enumerou estão armas de precisão de longo alcance, drones, sistemas para combatê-los e inteligência artificial aplicada à defesa. O ministro apresentou uma posição do governo polonês; a União Europeia não anunciou a adoção formal desse regime de produção.
Sua proposta inclui facilitar compras junto a países da Organização do Tratado do Atlântico Norte que não pertencem à União Europeia quando as empresas do bloco não entregarem armas com a rapidez desejada. A medida abriria contratos urgentes a fornecedores externos, inclusive norte-americanos, enquanto os governos europeus falam em fortalecer suas próprias indústrias bélicas.
A Polônia está entre os países que mais pressionam pelo rearmamento do flanco oriental da OTAN. Sob o argumento de uma ameaça russa, a aliança amplia sua estrutura militar e prepara planos para um confronto mais extenso. A indústria de armamentos acompanha esse movimento, disputando encomendas financiadas pelos Estados.
Pôr a produção em “modo de guerra” significa direcionar fábricas, pesquisa, cadeias de fornecimento e dinheiro público à fabricação contínua de instrumentos de combate. A declaração do ministro mostra até onde os governos europeus pretendem levar a militarização iniciada com a guerra na Ucrânia.




