O Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil promoveu um fórum virtual para comemorar os 81 anos do Partido do Trabalho da Coreia, celebrados em 10 de outubro. Com o tema “Independência, soberania e socialismo”, o encontro reuniu integrantes de diferentes organizações brasileiras e mensagens enviadas por entidades internacionais de solidariedade.
Diego Grossi abriu a transmissão lendo uma saudação da Secretaria da Associação Coreana de Cientistas Sociais. A mensagem relacionou o aniversário do Partido à defesa da independência dos povos. Também foram exibidas intervenções de organizações de outros países. Rosanita Campos enviou uma saudação em nome de entidades de amizade Brasil–Coreia e do Partido Comunista do Brasil.
Gabriel Martines, do Centro de Estudos da Ideia Juche, tratou das origens do movimento revolucionário coreano durante a ocupação japonesa. Destacou a União para Derrotar o Imperialismo, fundada em 1926 e cujo centenário é lembrado neste ano. Segundo ele, a organização da resistência ao colonialismo preparou a formação do Partido após a libertação de 1945. Sua fala chegou aos atuais projetos coreanos de moradia e desenvolvimento regional.
José Reinaldo, do Cebrapaz, retomou a relação entre a luta armada contra o Japão e a fundação do Partido. “O Partido do Trabalho da Coreia não nasceu em gabinetes burocráticos, mas foi forjado no calor da luta armada antijaponesa”, afirmou. Ele também falou da reconstrução depois da guerra de 1950 a 1953 e da importância atribuída pelos coreanos à capacidade própria de defesa.
Antônio Carlos Silva transmitiu a saudação da direção e da militância do PCO. Abordou a preservação da soberania coreana diante do bloqueio imperialista, a solidariedade do país às lutas de independência na África e na Ásia e o desenvolvimento de seu armamento nuclear. Sua intervenção integrou uma mesa dedicada a toda a experiência coreana, da resistência colonial aos problemas atuais de produção e defesa.
Lucas Zubelli, da Liga Comunista, destacou a participação de operários, camponeses e intelectuais no Partido. Explicou que o martelo, a foice e o pincel reunidos no emblema da organização representam essa aliança e associou sua formação ao desenvolvimento científico e produtivo do país.
Na última intervenção, Rafael Henrique, do PT e do Centro de Estudos da Ideia Juche, mostrou fotografias de duas viagens à Coreia. Relatou mudanças observadas em Pionguiangue entre uma visita e outra, apresentou edifícios concluídos e ruas movimentadas. Suas imagens incluíam também fábricas, áreas agrícolas fora da capital, hospitais, uma biblioteca e locais de lazer. Ele afirmou que registra essas cenas para confrontar a descrição de cidades vazias difundida no exterior.
O fórum terminou com uma síntese de Diego Grossi sobre a luta coreana pela independência e as décadas de resistência a guerras e sanções. As falas deixaram também um registro dos assuntos enfrentados hoje pelo país: produção de alimentos, construção de moradias, educação e desenvolvimento industrial.





