Mais de 400 integrantes das Brigadas dos Gigantes, formação apoiada pela Arábia Saudita, foram mortos ou feridos em Ras al-Ara, na província de Lahj, no Iêmen. A informação foi dada por uma fonte iemenita de alto escalão ao canal Al Mayadeen. Entre as vítimas estão comandantes.
Em poucas horas, as Forças Armadas iemenitas repeliram uma segunda tentativa de avanço das forças sauditas na direção do estreito de Babelmândebe. O porta-voz militar Iahia Saré afirmou que os agressores foram atingidos por mísseis balísticos, artilharia e armas pesadas. Segundo um comunicado das Forças Armadas, mais de 22 veículos blindados foram destruídos e dezenas de combatentes, mortos ou feridos. Mais de 30 ambulâncias chegaram a Áden transportando integrantes das formações apoiadas pela Arábia Saudita.
As versões sobre o controle das áreas próximas a Babelmândebe são conflitantes. As forças apoiadas pela Arábia Saudita dizem ter consolidado posições na região; as Forças Armadas iemenitas afirmam ter repelido sucessivas ofensivas e forçado os atacantes a recuar.
Apesar das perdas, a Arábia Saudita mantém a mobilização terrestre. Uma fonte ouvida pela emissora libanesa Al Mayadeen atribuiu a pressão sobre as tropas ao fracasso dos sistemas de defesa aérea sauditas e disse que a Arábia Saudita foi surpreendida pelo volume e pela precisão dos ataques de mísseis iemenitas.
As baixas provocaram descontentamento entre os combatentes apoiados pela Arábia Saudita e preocupação entre as forças destacadas na região. A fonte também relatou o temor de que a guerra se prolongue e afirmou que empresas e investidores já consideram deixar a Arábia Saudita.





