Mais de 15 pessoas foram detidas na Tunísia depois de uma manifestação que exigiu a libertação de quatro dirigentes ligados à Flotilha Sumud. Segundo a Autoridade Tunisiana Sumud, algumas prisões ocorreram em locais públicos e outras nas casas dos ativistas.
Centenas de manifestantes haviam percorrido Túnis no sábado, partindo da sede do Sindicato Nacional dos Jornalistas Tunisianos em direção ao Teatro Municipal. Uma cobertura em vídeo da Al Jazeera confirmou a realização do protesto pela libertação dos quatro integrantes presos.
Wael Naouar, Ghassan El Henchiri, Ghassan El Boughdiri e Nabil Channoufi estão em prisão preventiva e iniciaram greve de fome contra a continuidade da detenção. A organização Global Sumud Flotilla afirma que os quatro permanecem sem julgamento e acusa o governo tunisiano de utilizar acusações financeiras para perseguir os ativistas. Essa é a posição da organização e é contestada pelas autoridades responsáveis pelo processo.
Em 11 de setembro, uma decisão judicial prorrogou a prisão preventiva por mais quatro meses. A investigação inclui suspeitas financeiras, entre elas lavagem de dinheiro. A defesa nega irregularidades e exige a libertação dos presos.
Depois da manifestação, o Corrente Popular e o Partido dos Trabalhadores condenaram as novas detenções. Até a publicação da reportagem utilizada como fonte, as autoridades tunisianas não haviam apresentado explicação pública detalhada para a prisão das mais de 15 pessoas.





