Victor Assis, candidato do Partido da Causa Operária (PCO), denunciou a ditadura do ministro Alexandre de Moraes e o caráter corrupto e antidemocrático do regime político em uma entrevista de cerca de dois minutos à Globo. Foi o tempo que o maior monopólio da comunicação no Brasil destinou para o eleitor conhecer o candidato do PCO ao governo, enquanto os dois candidatos das oligarquias pernambucanas (João Campos e Raquel Lyra) tiveram 30 minutos – 15 vezes mais.
A crise do Banco Master, a sociedade do banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes e a perseguição contra o PCO foram os principais pontos abordados.
“O PCO comparece às eleições para denunciar o regime político e os seus agentes. Nós estamos acompanhando o escândalo do Banco Master, suas relações com o STF, na figura de Alexandre de Moraes. Isso, em si, é um retrato não apenas de como o regime é apodrecido no sentido da corrupção, mas, sobretudo, de como ele não atende, não é organizado para atender aos interesses da população em geral.”
Para Victor Assis, o caso Banco Master expõe um regime organizado em benefício dos grandes grupos econômicos, e não das necessidades da população. A denúncia também alcança a atuação de Moraes contra opositores políticos.
Censura contra o PCO
O candidato afirmou que o ministro perseguiu brasileiros, manteve as redes sociais do PCO censuradas por mais de um ano e estabeleceu um inquérito secreto para espionar a população.
“Veja só: Alexandre de Moraes, além das suas relações obscuras com Daniel Vorcaro, também se mostrou um verdadeiro ditador, perseguindo brasileiros, censurando todas as redes sociais do Partido da Causa Operária por mais de um ano e estabelecendo um inquérito secreto para espionar a população em geral.”
A censura do STF (como a da Globo) dificulta a divulgação das posições do PCO e a organização de sua campanha. Enquanto os grandes partidos contam com espaço permanente nos meios de comunicação, o Partido é impedido de utilizar suas próprias redes.
Eleições controladas pelo grande capital
Victor Assis também denunciou o sistema eleitoral, que favorece os grandes partidos e os representantes do grande capital.
“Diante desse regime, que obviamente extrapola para o próprio sistema eleitoral, que também é antidemocrático, que também é controlado de maneira que os grandes partidos e representantes do grande capital apenas eles possam ganhar as eleições propriamente, nós apresentamos não um conjunto de promessas, mas um programa de luta para que os trabalhadores imponham sua vontade e sua necessidade àqueles vampiros que estão roubando tudo aquilo que a população produz.”
A campanha do PCO, portanto, não se resume a promessas eleitorais. O Partido utiliza a eleição para denunciar a censura, o poder dos bancos e a intervenção do Judiciário na vida política.
Programa do PCO
Entre as propostas apresentadas está o não pagamento da dívida pública, para impedir que o orçamento continue sendo transferido aos banqueiros. Victor Assis também defendeu a estatização completa da saúde e da educação.
“Nós defendemos o não pagamento da dívida pública para que o dinheiro não vá para os banqueiros, e sim para os trabalhadores. Defendemos a estatização completa da saúde para acabar com a especulação sobre a vida. Defendemos a estatização completa da educação. Nesse sentido, a gente defende que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos e impor isso ao Estado.”





