Os países europeus se aproximam do inverno com menos gás armazenado que nos últimos anos e maior dependência do abastecimento externo.
Em 14 de setembro, os depósitos da União Europeia estavam cerca de 68% cheios, com aproximadamente 772 terawatts-hora armazenados, segundo dados da Gas Infrastructure Europe citados pela agência Anadolu.
A referência perseguida pelos governos europeus antes do inverno é de 90%.
O fornecimento ficou ainda mais instável com a guerra no Oriente Próximo e as interrupções no Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte mundial de petróleo e gás.
O Catar, um dos maiores exportadores de gás natural liquefeito, está entre os fornecedores diretamente afetados.
Em 8 de setembro, o preço do gás europeu alcançou o maior nível em mais de três anos e meio.
Especialistas consultados pela Anadolu calculam que os reservatórios podem chegar ao fim de outubro com aproximadamente 69% da capacidade, o menor patamar para essa época em cerca de 14 anos.
A Alemanha aparece entre os países em situação mais delicada, com 55,8% de seus depósitos preenchidos. Os Países Baixos estavam em 52,5%, a Eslováquia em 52,4% e a França em 76,7%.
O problema europeu não começou agora. Depois de aderirem às sanções e à guerra promovida pelo imperialismo contra a Rússia, os governos do continente reduziram drasticamente o acesso ao gás russo e aumentaram a dependência das cargas transportadas por navios.
Na crise de 2021 e 2022, os gasodutos russos ainda ofereciam uma margem de abastecimento que hoje praticamente desapareceu.





