Cerca de 3 mil trabalhadores sem terra de várias regiões de Minas Gerais participarão nesta sexta-feira (11) de uma marcha pelas ruas de Belo Horizonte em defesa da reforma agrária e das reivindicações das comunidades rurais.
A atividade começa pela manhã e terá uma parada diante da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O MST denuncia que mais de 4 mil pedidos de ligação de energia elétrica estão represados na companhia. Desse total, 762 correspondem a famílias assentadas ligadas ao Movimento.
Os trabalhadores exigem a aplicação do programa Luz para Todos e atendimento às comunidades que continuam sem eletricidade.
Às 15 horas, haverá um ato no Viaduto Santa Tereza. A mobilização lembrará também o massacre ocorrido em Felisburgo, em 2004, quando cinco trabalhadores sem terra foram assassinados no acampamento Terra Prometida.
Depois de mais de duas décadas de luta, um decreto presidencial publicado em janeiro declarou a antiga Fazenda Nova Alegria como área de interesse social para fins de reforma agrária.
A jornada terminará às 18 horas, na Praça Sete de Setembro. As atividades integram a VI Feira Estadual da Reforma Agrária de Minas Gerais, realizada na Serraria Souza Pinto.
A luta dos assentados pela simples instalação de energia elétrica revela as condições impostas a milhares de famílias que, mesmo depois de conquistar a terra, precisam continuar mobilizadas para obter serviços elementares.





