O aumento dos combustíveis determinado pelo governo de Ahmed al-Xaraa desencadeou uma onda de protestos em diversas regiões da Síria neste domingo (13). Manifestantes fecharam importantes rodovias e interromperam ligações entre Damasco, Alepo, Raqqa, Deir ez-Zor e outras localidades.
Um dos principais bloqueios ocorreu na estrada entre Alepo e Damasco. Em Maarrat al-Numan, grupos ocuparam a rodovia para protestar contra a alta do diesel. A via de acesso à capital também chegou a ser completamente interrompida, levando à recomendação de que motoristas evitassem o trajeto.
Os atos alcançaram ainda o interior de Raqqa, onde foi fechada a estrada para Tel Abiad. Houve bloqueios também em Khan Chaicum, na região de Idlib, e no caminho entre Deir ez-Zor e Raqqa.
Com isso, a revolta atingiu corredores importantes para a circulação de pessoas e mercadorias pelo país.
O estopim foi a elevação do preço dos combustíveis, mas as reivindicações refletem uma insatisfação econômica mais ampla. A alta do diesel encarece imediatamente o transporte e repercute sobre o preço das mercadorias distribuídas por via terrestre.
Os sírios já enfrentam salários baixos, poucas oportunidades de emprego e elevações nos preços de produtos e serviços essenciais. Também ocorreram aumentos nas tarifas alfandegárias, no pão e nos materiais de construção.
Nessas condições, o encarecimento do combustível amplia diretamente as despesas das famílias. O trabalhador paga mais para se deslocar, enquanto comerciantes e transportadores repassam parte dos novos custos para os produtos vendidos à população.
A extensão dos bloqueios é significativa porque envolve regiões diferentes do país e não apenas uma mobilização localizada. Em poucas horas, estradas de grande importância foram interrompidas em vários pontos.
Além das reivindicações econômicas, participantes dos protestos exigiram a responsabilização de responsáveis por violações e crimes.





