A Arábia Saudita poderá levar de cinco a seis semanas para reparar os danos provocados por um ataque de drones ao oleoduto Leste-Oeste, uma das principais rotas utilizadas pelo país para exportar petróleo.
A interrupção coloca em risco aproximadamente 4 milhões de barris por dia, volume equivalente a cerca de 4% da oferta mundial.
O petróleo Brent chegou perto de US$108,00 por barril nesta segunda-feira (14), alta de aproximadamente 3%.
No mercado físico, os preços estavam ainda mais elevados. O barril do petróleo de Omã chegou a US$121,00, enquanto o Murban, exportado pelos Emirados Árabes Unidos, alcançou US$131,00.
Imagens de satélite mostraram grandes danos em uma estação de bombeamento em al-Mesabaah, a sudeste de Medina.
O governo saudita afirmou que os drones teriam partido do Iraque, onde atuam organizações armadas próximas ao Irã. Nenhuma organização havia assumido oficialmente a autoria do ataque.
Construído nos anos 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, o oleoduto liga os campos petrolíferos próximos ao golfo Pérsico ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho.
Sua função estratégica é permitir que o petróleo saudita chegue ao mercado sem atravessar o estreito de Ormuz.
A instalação tornou-se ainda mais importante depois que o Irã aumentou a pressão sobre Ormuz. Aproximadamente 4 milhões de barris por dia passaram a circular pelo oleoduto, correspondendo a cerca de dois terços das exportações sauditas anteriores à guerra.
Do outro lado da península, o avanço do Ansar Alá aumentou a pressão sobre Riade. A organização tomou posições importantes da costa iemenita, entre elas Mocha, Mayyun e o lado iemenita de Bab al-Mandab.
A monarquia saudita enfrenta, portanto, dificuldades nas duas saídas utilizadas para suas exportações: Ormuz, no golfo Pérsico, e Bab al-Mandab, na ligação entre o Mar Vermelho e o golfo de Áden.
O oleoduto criado justamente para contornar uma eventual interrupção de Ormuz também passou a ser atingido pela guerra regional.





