A crise envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro provocou forte rejeição ao Supremo Tribunal Federal. Pesquisa do Instituto Vetor Arrow mostra que 85% dos entrevistados que conhecem o caso defendem algum tipo de punição a Moraes.
Desse total, 63% querem punição somente para Alexandre de Moraes e 22% defendem sanções contra Moraes e Mendonça.
Apenas 3% afirmaram que nenhum dos ministros deveria ser punido. Outros 11,9% defenderam punição exclusivamente para André Mendonça.
O levantamento ouviu inicialmente 1.536 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais. Desses, 1.352, equivalentes a 88%, disseram conhecer o caso e responderam às demais perguntas.
O desgaste não se restringe a Moraes. Quando perguntados sobre o próprio Supremo, 72,9% defenderam uma ampla reformulação da Corte, incluindo mudanças em sua composição, regras e funcionamento.
Outros 16,4% querem alterações pontuais. Somados, 89,3% consideram necessária alguma mudança no STF. Apenas 10,7% preferem manter a instituição fundamentalmente como está.
Entre os homens, 70,6% defenderam punição exclusivamente para Moraes. Entre as mulheres, esse índice foi de 55,9%, enquanto 28,5% disseram que os dois ministros deveriam ser punidos.
No Sudeste, 69,4% querem punição apenas para Moraes. O índice foi de 68,1% no Centro-Oeste e 65% no Sul. O próprio instituto advertiu que as amostras do Norte e Centro-Oeste são menores.
Os números aparecem no momento em que as revelações envolvendo Vorcaro abalaram profundamente a autoridade acumulada por Alexandre de Moraes e desencadearam uma disputa aberta dentro do Supremo.
A pesquisa indica que o problema já ultrapassou a situação individual do ministro. Quase nove em cada dez entrevistados que conhecem o caso querem algum tipo de mudança no STF, sinal de que os métodos adotados pela Corte nos últimos anos produziram um desgaste muito mais amplo do que a crise pessoal de Moraes.





