Organizações políticas e sociais realizaram nesta segunda-feira (7), diante da sede presidencial em Seul, um protesto contra a possível participação da Coreia do Sul na guerra promovida pelos Estados Unidos contra o Irã.
A mobilização ocorreu depois da divulgação de informações de que o governo de Lee Jae Myung estuda enviar meios militares ao Estreito de Ormuz.
Entre os equipamentos mencionados estão aviões de patrulha marítima P-8 Poseidon, navios de apoio logístico e unidades especializadas em explosivos.
O governo sul-coreano não confirmou o envio, mas também não descartou a medida. Uma eventual participação militar precisaria ser submetida à Assembleia Nacional, onde o Partido Democrático possui maioria.
Os manifestantes denunciaram a possibilidade de soldados e equipamentos do país serem empregados em uma guerra promovida pelo imperialismo norte-americano. Um representante do Partido Progressista declarou que os jovens sul-coreanos não podem ser usados como “peões descartáveis” da hegemonia dos Estados Unidos.
A iraniana Azar Brookins, residente em Seul, também participou da manifestação. Em sua intervenção, lembrou as guerras do Iraque, do Afeganistão e do Vietnã e rejeitou qualquer tentativa de apresentar uma intervenção estrangeira como meio de libertação de outro povo.
O Irã é o país atacado pelos Estados Unidos e por ‘Israel’. A entrada da Coreia do Sul na operação militar significaria colocar suas forças armadas diretamente a serviço da ofensiva imperialista no Oriente Médio.
As organizações presentes exigiram que Lee Jae Myung rejeite o envio de tropas ou equipamentos militares para Ormuz e anunciaram novas mobilizações caso o governo aceite participar da guerra.




