Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (3). Douglas Ruas (PL), candidato ligado ao bolsonarismo, aparece em segundo lugar.
No cenário com Anthony Garotinho (Republicanos), Paes registra 43,6% das intenções de voto, contra 27,6% de Ruas. Garotinho aparece com 10,7%.
Na sequência estão Coronel Busnello (Missão), com 5,6%; André Marinho (Novo), com 4,3%; William Siri (PSOL), com 3,2%; Cyro Garcia (PSTU), com 0,7%; e Juliete (UP), com 0,2%.
Quando Garotinho não é incluído, Paes permanece praticamente estável, com 43,9%, enquanto Ruas sobe para 32,6%. A diferença entre os dois cai para 11,3 pontos percentuais.
Em uma simulação de segundo turno, Paes aparece com 51,9%, e o candidato do PL, com 38,2%. Brancos e nulos somam 8,3%, enquanto 1,7% não souberam responder.
O levantamento ouviu 1.784 eleitores entre 26 e 31 de agosto e possui margem de erro declarada de dois pontos percentuais.
A vantagem de Paes ocorre numa eleição em que o PT decidiu novamente não apresentar candidato próprio ao governo fluminense.
O diretório estadual petista oficializou apoio ao candidato do PSD, que também serve como principal palanque de Lula no Rio.
A coligação montada em torno de Paes reúne uma ampla quantidade de partidos, entre eles MDB, PDT, PSB, PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, Solidariedade e PRD.
A composição deixa claro o caráter da política adotada pelo PT.
O Partido não está simplesmente apoiando um candidato externo para enfrentar o bolsonarismo. Integra um bloco ao lado de organizações tradicionais da direita, inclusive o PSDB, um dos principais partidos do golpe de Estado de 2016.
Do outro lado, Douglas Ruas procura concentrar o eleitorado bolsonarista e conta com a participação de Flávio Bolsonaro em sua campanha.
O PT apresenta a aliança com Paes como necessária para impedir o avanço dessa direita. O problema é que, para combatê-la, entrega sua própria candidatura a outro setor da burguesia.
A pesquisa mostra que Paes possui hoje vantagem considerável. Mostra igualmente que os trabalhadores ligados historicamente ao PT chegaram a mais uma eleição estadual sem uma candidatura própria do Partido.
A chamada frente ampla pode derrotar Douglas Ruas eleitoralmente. O que ela não faz é oferecer aos trabalhadores uma política independente dos partidos da direita tradicional.





