Uma operação da Polícia Militar em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, levou ao fechamento de 42 escolas na manhã desta sexta-feira (28).
Foram suspensas as atividades de 38 unidades municipais e quatro estaduais. A medida foi tomada após um tiroteio durante a entrada de equipes do 14º Batalhão da PM nas comunidades do 48, Sapo e Sossego.
A saúde pública também foi atingida. Oito unidades de atenção primária e um Centro de Atenção Psicossocial fecharam. Duas outras unidades mantiveram atendimento interno, mas interromperam visitas domiciliares e demais trabalhos realizados nas ruas.
Segundo a PM, a incursão tinha por objetivo cumprir mandados e procurar integrantes de organizações criminosas. A corporação informou ter prendido um homem e apreendido dois fuzis e drogas na comunidade do 48.
Enquanto a polícia apresenta apreensões como resultado da operação, dezenas de escolas deixam de receber alunos e postos de saúde interrompem o atendimento.
Esse tipo de ação tornou-se parte da rotina das regiões mais pobres do Rio. Operações com armamento pesado são realizadas no interior de bairros densamente povoados, obrigando escolas e unidades médicas a fechar para impedir que trabalhadores e crianças sejam atingidos.
O problema não é excepcional. Comunidades cariocas convivem há anos com incursões que transformam o acesso à educação, à saúde e ao trabalho em algo condicionado à movimentação da polícia.





