No último dia 24, foi divulgada a pesquisa Real Time Big Data para a eleição ao Senado no Estado de São Paulo. O levantamento apontou empate técnico entre quatro candidatos às duas vagas em disputa, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Os candidatos que aparecem na frente são Guilherme Derrite (PP), com 18%; Simone Tebet (PSB), com 17%; André do Prado (PL), com 15%; e Marina Silva (Rede), com 14%.
Ricardo Salles (Novo) aparece na sequência, com 10%. Outros candidatos somam cerca de 12%. Brancos e nulos representam 8%, enquanto 9% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
As pesquisas de opinião devem ser vistas com o devido cuidado, pois são realizadas pela mesma imprensa que mente todos os dias e constituem mais um recurso para a manipulação política. No entanto, para terem um mínimo de credibilidade, precisam guardar alguma relação com a realidade.
Em 2022, o PT abriu mão de sua candidatura ao Senado para apoiar o direitista Márcio França, do PSB, que acabou derrotado por Marcos Pontes, candidato do PL.
Neste ano, o partido leva adiante a mesma política ao apoiar duas representantes da burguesia, Simone Tebet e Marina Silva, ambas apoiadoras do golpe de 2016 e com uma longa trajetória de atuação contra os interesses dos trabalhadores e do desenvolvimento nacional.
A justificativa apresentada é que seria necessário lançar candidatas mais moderadas para conquistar o suposto eleitorado de “centro”.
A pesquisa, porém, indica que essa estratégia pode fracassar mais uma vez. Na “melhor das hipóteses”, o PT servirá de trampolim para eleger uma candidata direitista, que levará adiante uma política reacionária semelhante à dos candidatos bolsonaristas.
Na pior, as duas candidatas apoiadas pelo partido serão derrotadas, deixando aos militantes petistas apenas a desmoralização produzida por uma campanha em favor de políticas que nada têm a ver com os interesses dos trabalhadores.





