Política internacional

Alemanha será julgada por cumplicidade no genocídio em Gaza

Nicarágua denuncia Berlim por fornecer armas e sustentação política ao Estado sionista durante o massacre dos palestinos

No próximo dia 7 de setembro, a Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, dará prosseguimento à ação apresentada pela Nicarágua contra a Alemanha por sua participação no genocídio promovido por “Israel” na Faixa de Gaza.

A denúncia foi apresentada em março de 2024 e denuncia o governo alemão por violar suas obrigações internacionais ao continuar fornecendo armas e sustentação política ao Estado sionista durante a ofensiva contra os palestinos. A Nicarágua também incluiu entre as acusações a suspensão do financiamento alemão à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

A questão colocada diante da Corte não é se a Alemanha comandou diretamente os ataques contra Gaza. A acusação é outra: Berlim teria contribuído materialmente para que “Israel” pudesse continuar o massacre.

Esse é o ponto que dá maior importância ao caso. A Alemanha é, ao lado dos Estados Unidos, um dos principais fornecedores de armamentos ao regime sionista. Sem esse abastecimento externo, a máquina militar israelense não teria condições de manter por tanto tempo uma guerra de extermínio contra uma população cercada.

A ação nicaraguense também coloca em discussão a obrigação dos países fornecedores de armas diante de crimes internacionais. Não basta que um governo alegue não ter apertado o gatilho. Se fornece bombas, munições, peças e equipamentos para um Estado que os utiliza contra uma população civil, sua responsabilidade não pode ser simplesmente apagada.

A defesa alemã procura barrar justamente esse debate. Desde outubro de 2025, Berlim passou a contestar a jurisdição da CIJ e a própria admissibilidade da ação. Antes de analisar plenamente as acusações, portanto, a Corte terá de decidir se aceita julgar a responsabilidade alemã.

Uma decisão desfavorável à Alemanha poderia atingir diretamente outros países que sustentaram militarmente “Israel”. Caso a CIJ reconheça que os exportadores de armas devem interromper fornecimentos diante do risco de genocídio, a conclusão teria consequências para toda a rede internacional que manteve abastecida a máquina de guerra sionista.

O processo movido pela Nicarágua é diferente daquele apresentado pela África do Sul contra “Israel”. A ação sul-africana trata diretamente da prática do genocídio. Já a denúncia contra a Alemanha procura responsabilizar um dos Estados que deram condições políticas e militares para sua realização.

Nada disso transforma a Corte Internacional de Justiça em uma instituição confiável ou minimamente eficiente. Os tribunais internacionais já demonstraram inúmeras vezes que sua atuação está submetida às relações de força entre as grandes potências. “Israel”, protegido principalmente pelos Estados Unidos e pelos governos europeus, violou durante décadas resoluções internacionais, ocupou territórios palestinos, expulsou populações e realizou sucessivos massacres sem sofrer qualquer punição.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.