O Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Farmacêuticos, Abrasivos e Plásticos de Vinhedo voltou à Central Única dos Trabalhadores (CUT) depois de 21 anos.
A decisão foi aprovada pela categoria e oficializada na sexta-feira (21).
Fundado em janeiro de 1964, o sindicato completa 62 anos em 2026. Mesmo fora da Central, continuou participando de mobilizações convocadas pela CUT e manteve vínculo com a FETQUIM-CUT, da qual é um dos fundadores.
A assembleia de refiliação contou com dirigentes da CUT-SP e de diferentes organizações dos trabalhadores químicos.
“Voltar à CUT, depois de 21 anos, é reafirmar que acreditamos na unidade da classe trabalhadora”, declarou Thiago Henrique, dirigente do sindicato.
Unidade para enfrentar os patrões
A nova direção, eleita para o período de 2026 a 2029, é composta por 18 integrantes. Pela primeira vez, mulheres passam a fazer parte da direção da entidade.
A volta acontece num momento em que reivindicações comuns a milhões de trabalhadores voltaram a ganhar destaque, como a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem diminuição salarial e o fim da escala 6×1.
Essas reivindicações não serão conquistadas por categorias atuando isoladamente.
O retorno dos químicos de Vinhedo à CUT pode fortalecer a articulação entre trabalhadores de diferentes empresas e setores.
A Central nasceu das grandes greves operárias e ganhou força justamente porque reuniu categorias distintas numa luta comum contra os patrões e o Estado. É essa tradição de mobilização que precisa ser retomada para que a unidade sindical produza conquistas reais.





