Dois porta-aviões utilizados pelos Estados Unidos no Oriente Médio estão revelando os problemas existentes por trás da gigantesca máquina militar norte-americana.
O USS Abraham Lincoln, com aproximadamente 5 mil militares, acumulou meses seguidos de operação depois de ser enviado para a região devido ao conflito com o Irã.
Relatos de tripulantes e familiares indicaram falta de produtos básicos, problemas de alimentação e um profundo desgaste entre os marinheiros.
Segundo as informações divulgadas, um tripulante chegou a tentar se lançar ao mar.
A Marinha decidiu então enviar o USS George Washington para substituir o navio.
O problema é que o substituto também acumula denúncias sobre suas condições.
Bilhões gastos e ferrugem nos navios
O Abraham Lincoln passou por uma longa reforma entre 2013 e 2017. O custo, inicialmente calculado em 2,6 bilhões de dólares, teria chegado a aproximadamente 4,5 bilhões.
O George Washington ficou em reforma de 2017 a 2023 e consumiu cerca de 4,7 bilhões de dólares.
Mesmo depois desse gasto gigantesco, fotografias recentes mostram tubulações enferrujadas e problemas de manutenção no interior do navio.
Durante o período de reforma, marinheiros denunciaram calor excessivo, ruído permanente, abusos e dificuldades de acesso a atendimento psicológico. Três mortes foram classificadas como suicídios apenas em abril de 2022.
Os porta-aviões são um dos principais símbolos do poder militar dos Estados Unidos. Sua função é levar aviões e armamentos para regiões situadas a milhares de quilômetros do território norte-americano.
Manter essa presença mundial, porém, custa cada vez mais caro.
O imperialismo continua dispondo de uma força militar gigantesca e extremamente perigosa, mas a situação dos próprios navios mostra que seu aparato está submetido a um desgaste crescente à medida que Washington amplia suas frentes de guerra.



