As paralisações realizadas pelos operários da Hyundai na Coreia do Sul obrigaram a montadora a retomar as negociações salariais com o sindicato.
As conversas estavam interrompidas desde 8 de julho e foram retomadas nesta segunda-feira (18), depois de uma sequência de greves nas fábricas.
Na semana anterior, os trabalhadores pararam durante quatro horas por turno na quarta e na quinta-feira e durante seis horas na sexta.
Uma nova paralisação de seis horas chegou a ser marcada, mas foi suspensa depois que a empresa aceitou voltar à negociação.
As greves provocaram perdas estimadas em US$1,27 bilhão em vendas.
O sindicato representa aproximadamente 40 mil trabalhadores.
A categoria reivindica aumento mensal de 149.600 wones. A Hyundai oferece 89 mil.
Os operários querem também uma gratificação equivalente a 30% do lucro líquido obtido pela montadora em 2025.
As negociações abrangem ainda a idade de aposentadoria, a reintegração de trabalhadores demitidos e garantias de emprego diante da introdução crescente de robôs e inteligência artificial nas fábricas.
A preocupação é que as novas tecnologias sejam empregadas para cortar postos de trabalho e aumentar os lucros da empresa, em vez de reduzir a jornada e melhorar as condições dos operários.
A retomada das conversas ocorreu somente depois que a paralisação começou a atingir diretamente a produção e as receitas da montadora.





