Turquia, Arábia Saudita e Paquistão assinaram nesta sexta-feira (7), em Meca, um pacto de defesa conjunta que prevê assistência militar entre os três países.
O acordo estabelece que um ataque armado contra um dos integrantes será considerado uma agressão contra os demais.
A assinatura reuniu o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif.
Os três países possuem um peso militar considerável. O Paquistão é uma potência nuclear. A Turquia integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e possui uma das maiores forças armadas da aliança. A Arábia Saudita está entre os países que mais compram armas no mundo.
O acordo prevê ainda maior coordenação entre as forças armadas e cooperação na indústria militar.
O pacto é firmado em um momento de profunda alteração das relações de força no Oriente Médio. A guerra contra o Irã, os ataques do Iêmen contra a Arábia Saudita e a incapacidade dos Estados Unidos de impor sua vontade aos países da região produziram uma situação muito diferente daquela existente poucos anos atrás.
Os governos envolvidos apresentam o tratado como um instrumento estritamente defensivo. Seu princípio fundamental, porém, é o da defesa militar coletiva: uma guerra contra um dos três países passa a envolver os outros dois.




