O médico palestino Hussam Abu Safia encontra-se em grave estado de saúde depois de mais de um ano e meio nas mãos dos sionistas. Diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, ele foi sequestrado pelas tropas de ocupação em dezembro de 2024.
Abu Safia foi capturado durante a invasão e destruição do hospital. O pediatra havia se recusado a abandonar os pacientes, mesmo diante das ordens de retirada e dos sucessivos bombardeios contra a unidade.
Desde então, permanece preso sem acusação e sem julgamento. O Estado sionista utiliza a chamada Lei dos Combatentes Ilegais para manter palestinos encarcerados por tempo indeterminado, com base em supostas provas secretas que não são apresentadas à defesa.
Ex-prisioneiros relataram que os carcereiros despiram Abu Safia e soltaram cães contra seu corpo, provocando ferimentos profundos. Outros afirmaram que os gritos do médico podiam ser ouvidos durante as sessões de espancamento.
O médico também foi privado de alimentos e tratamento. Fotografias divulgadas durante uma audiência mostraram Abu Safia extremamente magro. Em julho de 2025, seu advogado informou que ele já havia perdido cerca de 40 quilos desde o sequestro.
Nas semanas anteriores à audiência, o diretor do Kamal Adwan permaneceu em isolamento. Familiares, advogados e organizações de defesa dos prisioneiros denunciam que sua saúde se deteriora rapidamente sob tortura e abandono médico.
Em junho, o Supremo Tribunal sionista rejeitou mais um pedido de libertação. A decisão foi baseada em documentos secretos que não foram entregues aos advogados. Abu Safia continua preso sem que o regime tenha apresentado publicamente uma única prova contra ele.




