Assim como faz a burguesia, a esquerda chave de cadeia apela para o medo para convencer as pessoas de que é preciso um Estado forte e repressor para defender a sociedade contra a violência, é o mesmo discurso da direita, da Rede Globo, do Estadão, do jornalismo pinga-sangue e de tudo o que há de mais reacionário no País, o que faz o artigo “Extrema direita prepara violência eleitoral e mira jovens”, de Tatiana Py Dutra, publicado no sítio Revista Movimento, ligado ao MES-PSOL.
O texto começa fazendo alarde, dizendo que “a extrema direita que passou anos banalizando o discurso de ódio, flertando com o autoritarismo e tratando a violência política como instrumento de disputa, volta a revelar sua face mais perigosa. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo formado por jovens que, segundo as investigações, discutia a realização de atentados em Brasília durante o período eleitoral de 2026.”
Na fotografia apresentada como “prova do crime”, existe uma bandeira dos Estados Confederados da América (conhecida como bandeira confederada ou Dixie flag). Historicamente associada aos estados do sul dos Estados Unidos que defenderam a manutenção da escravidão durante a Guerra Civil Americana (1861–1865), é frequentemente associada a grupos supremacistas e de extrema direita.
Do lado esquerdo, aparece uma pistola que não dá para saber se é airsoft, há um capirote (chapéu cônico) da Ku Klux Klan. Mais ao centro, uma touca, canivetes e lâminas, e à direita uma camiseta com a inscrição “BURZUM”, o nome do projeto de black metal criado nos anos 1990 pelo músico norueguês Varg Vikernes, conhecido por defender ideias supremacistas. Esse é o arsenal de um terrível grupo que pode ameaçar a democracia.
Propaganda gratuita
O texto do MES nada mais é que uma propaganda da ação da polícia. Diz que “oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, são investigadas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul”, e que “as conversas analisadas pela polícia faziam referências recorrentes a Brasília como destino de uma mobilização durante as eleições”, etc.
Qual foi o “delito”? Os investigados discutiam a invasão de prédios públicos, a escolha de alvos, formação tática e recrutamento de participantes em diferentes estados. Também compartilhavam mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central da capital.
O discurso do MES é uma cópia fiel do que diz a polícia, o braço repressivo do Estado que esmaga a população, mas que esse grupo do PSOL vende como protetores da democracia.
Ter algum manual que ensina a fazer explosivos, fabricação de armas, etc., não constitui crime. Para o MES, porém, “é um dado especialmente grave: o extremismo deixa de ser apenas discurso quando seus integrantes começam a estudar alvos, organizar deslocamentos, recrutar pessoas e buscar meios para produzir explosivos”, trata-se do crime de “planejar”, se é que isso é mesmo verdade.
Lucas Passos
Esse pessoal de esquerda fica falando em extrema direita, mas não vê, ou finge não ver, que existem pessoas no Brasil sendo perseguidas, como Lucas Passos (leia matéria), condenado e preso por atentados que não cometeu, mas que supostamente cometeria.
Conforme escreveu este Diário, um brasileiro foi condenado a quase 17 anos de cadeia em razão de um suposto vínculo com o Hesbolá e possíveis atividades terroristas a serem cometidas no Brasil. A farsa processual foi descaradamente montada pelo FBI e o Mossad, que controlam as instituições brasileiras, especialmente o Poder Judiciário e a Polícia Federal.
Em março do ano passado, um homem foi indiciado no Rio Grande do Sul pela PF por “promover grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, bem como planejar atos terroristas. Com esse homem, foi encontrada uma coleção de facas e machadinhas.
Segundo o MES, “o caso expõe uma ameaça que o Brasil já não pode tratar como extravagância de pequenos grupos radicais escondidos nos cantos da internet. A radicalização de jovens por comunidades extremistas tornou-se um problema concreto de segurança pública e de defesa da democracia.” Esse grupo, que se diz trotskista, mas que é defensor da segurança pública e da democracia burguesa, utiliza esse tipo de argumento, sobre a internet, para dar sustentação à política de censura imposta pelo imperialismo.
A censura nas redes e na internet não é um fenômeno brasileiro, se espalha pelo mundo todo. O imperialismo precisa manter uma forte vigilância sobre as pessoas. Na Europa “democrática”, estão tentando aprovar leis que imponham vigilância sobre aquilo que as pessoas falam entre si, bem como instalar câmeras dentro dos automóveis. A medida, supostamente, serviria para algum aplicativo verificar se o motorista cochilou e o acordaria para evitar acidentes.
O MES promove uma sequência “lógica” de como funciona a gênese do extremismo: “primeiro vem a piada racista, misógina ou antissemita; depois, a normalização do discurso de ódio; em seguida, a criação de uma comunidade de pertencimento; por fim, em alguns casos, a glorificação da violência e a preparação para praticá-la. O extremismo procura tornar o absurdo cotidiano antes de torná-lo violento.” Uma completa falsificação cujo único intuito é aumentar a repressão e censura.
A defesa do Estado não para por aí, o MES quer mais, diz que “a resposta não pode se limitar às operações policiais depois que grupos já chegaram ao estágio de planejar atentados. O Estado precisa investigar, responsabilizar e desmontar essas redes, mas também enfrentar o terreno onde elas recrutam: as plataformas digitais.”
Essa esquerda lavajatista quer uma polícia, essa que mata milhares de brasileiros todos os anos, mais forte, diz que é preciso “responsabilizar criminosos, aperfeiçoar a inteligência contra o extremismo violento e criar políticas de prevenção à radicalização.”
O MES sabe que a polícia não vai parar nos “fascistas”, amanhã, vai reprimir a esquerda com a conhecida brutalidade e para isso conta com a colaboração da esquerda pequeno-burguesa, a cada dia mais direitista.





