Soldados da reserva do exército de “Israel” utilizaram chips telefônicos libaneses durante a agressão contra o sul do Líbano, expondo comunicações militares e provocando uma grave falha de segurança dentro das forças sionistas.
A informação foi divulgada pelo sítio israelense Zman Yisrael, segundo o qual integrantes do 699º Batalhão de Paraquedistas compraram, sem autorização de seus superiores, eSIMs fornecidos por empresas libanesas. O objetivo era conseguir uma conexão de celular melhor durante a presença das tropas em território libanês.
O problema é que os aparelhos foram usados também para comunicações militares. Os soldados chegaram a trocar mensagens em grupos de WhatsApp que continham informações operacionais e sigilosas.
Segundo fontes ouvidas pelo veículo israelense, praticamente todo o batalhão teria aderido ao uso dos chips libaneses. A prática também pode ter ocorrido anteriormente, sem ser identificada pelo comando sionista.
O episódio está sendo investigado pelo exército de “Israel”. Ao utilizar uma rede não autorizada durante ações militares, as tropas colocaram informações sobre suas atividades à disposição de um sistema de comunicações sobre o qual o próprio exército não possuía controle.
O caso chama atenção também pelo contraste com a propaganda em torno da suposta superioridade tecnológica de “Israel”. Em plena agressão contra o Líbano, soldados de uma unidade de paraquedistas precisaram recorrer a serviços telefônicos libaneses para garantir suas próprias comunicações.
‘Israel’ continua atacando o Líbano
A revelação ocorre enquanto as forças sionistas continuam atacando o território libanês apesar do cessar-fogo. Casas são demolidas no sul do país e drones israelenses seguem sobrevoando o espaço aéreo do Líbano.
Na madrugada de domingo, forças israelenses realizaram uma grande detonação em Hadatha. Dois dias antes, tropas de ocupação haviam explodido cavernas e residências nas proximidades de al-Mansouri e Majdal Zoun.
Também foram realizadas detonações em Yohmor al-Shaqif, Arnoun e Kfar Tebnit. O barulho foi ouvido em diferentes regiões do sul libanês e, segundo moradores, chegou a localidades mais distantes.
Um dos ataques atingiu a região da Fortaleza de al-Shaqif, também conhecida como Castelo de Beaufort. De acordo com comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense e do Ministério da Guerra, aproximadamente 700 toneladas de explosivos foram utilizadas em uma detonação subterrânea na área.
O impacto danificou casas próximas e provocou uma nuvem de poeira que chegou a Nabatieh. Moradores relataram ter ouvido a explosão em Saida e até em Iqlim al-Kharroub, na região do Monte Líbano.
A Fortaleza de al-Shaqif, construída há cerca de 900 anos, já havia sido alvo da ocupação sionista. Durante a invasão do Líbano em 1982, foi intensamente bombardeada e tomada pelas forças israelenses. Posteriormente, “Israel” transformou o local em posição militar e promoveu novas demolições antes de retirar suas tropas do sul libanês, em 2000.





