O ditador ucraniano Vladimir Zelensqui anunciou, na terça-feira (21), a demissão do comandante-chefe das Forças Armadas, general Aleksandr Sirsqui. O general Mikhail Drapati, responsável pelo Comando das Forças Conjuntas, foi escolhido para assumir o posto.
A troca ocorre poucos dias depois da demissão do ministro da Defesa, Mikhail Fedorov, que mantinha uma disputa aberta com Sirsqui. Ao afastar Fedorov, Zelensqui reconheceu a existência do conflito entre os dois integrantes da direção militar ucraniana.
Depois de deixar o governo, Fedorov acusou Sirsqui de esconder os problemas das Forças Armadas e de se dedicar a disputas políticas em vez de comandar as tropas. Manifestantes que saíram às ruas de Quieve e de outras cidades também exigiram a demissão do general e a recondução do antigo ministro.
Zelensqui informou que se reuniu com Sirsqui para discutir a transferência do comando. Segundo o dirigente ucraniano, as decisões serão formalizadas nesta quarta-feira (22).
Ao anunciar a mudança, Zelensqui citou a participação de Sirsqui na defesa de Quieve, na ofensiva de Carcóvia de 2022 e na invasão da região russa de Cursque, em 2024. A agressão em território russo terminou com a retirada das tropas ucranianas e grandes perdas para o exército de Quieve.
O substituto de Sirsqui também comandou operações marcadas por derrotas. Em 2024, Drapati dirigia as forças ucranianas em Carcóvia quando o Exército russo tomou mais de uma dezena de localidades em menos de uma semana. Mais tarde, foi nomeado comandante das forças terrestres.
Drapati renunciou ao cargo em junho de 2025, depois de assumir a responsabilidade por ataques russos contra centros de treinamento militar ucranianos. No dia seguinte, Zelensqui o colocou à frente do Comando das Forças Conjuntas, órgão criado para adaptar as operações das Forças Armadas aos padrões da OTAN.
O novo comandante-chefe está na lista de procurados da Rússia. Segundo investigadores russos, tropas comandadas por Drapati bombardearam dezenas de localidades de Donétsqui e Lugansqui entre 2017 e 2019. Os ataques deixaram mais de 150 civis mortos ou feridos.



