O dirigente do Ansar Alá, Abdul-Malik al-Houthi, afirmou que os Estados Unidos, “Israel” e seus aliados estão entre os piores tiranos da história. Em seu discurso semanal, realizado na quinta-feira (16), o dirigente iemenita denunciou os crimes do imperialismo contra os povos da região e reafirmou o apoio do Iêmen às resistências da Palestina e do Líbano e à luta do Irã.
“Hoje, enfrentamos alguns dos piores tiranos da história, desde o movimento sionista até aqueles que estão alinhados com ele”, declarou al-Houthi. “Esses tiranos procuram explorar os seres humanos em benefício de seus objetivos sinistros e de suas ambições repugnantes.”
Segundo o dirigente, todas as guerras travadas na região estão ligadas ao projeto sionista de reorganizar a Ásia Ocidental e ampliar o território controlado por “Israel”. Os Estados Unidos e seus aliados utilizam as agressões militares, os bloqueios econômicos e a ocupação para saquear os países e submeter seus povos.
Al-Houthi declarou que os governos norte-americano e sionista não respeitam acordos internacionais nem resoluções das Nações Unidas. O dirigente citou como exemplo os mais de mil palestinos assassinados por “Israel” desde o início do cessar-fogo na Faixa de Gaza.
“Se um único soldado israelense fosse morto em resposta aos mártires palestinos, haveria uma enorme comoção, e os próprios palestinos seriam responsabilizados”, afirmou.
O dirigente do Ansar Alá denunciou ainda a ocupação de novas áreas da Faixa de Gaza e do Líbano pelas forças sionistas. As chamadas “linhas amarelas” estabelecidas pelo exército de “Israel” constituem, segundo al-Houthi, uma tomada ilegal das terras de seus proprietários.
O governo sionista continua destruindo casas, incendiando terras e assassinando crianças, ao mesmo tempo que viola os acordos que assinou. Na Cisjordânia, grupos armados de colonos ampliam a ocupação e expulsam famílias palestinas de suas casas.
“O inimigo comete todos os tipos de crimes e repudia todos os acordos com o objetivo de pressionar o povo palestino a abandonar sua terra”, declarou al-Houthi.
Diante da destruição sistemática dos entendimentos firmados por “Israel”, o dirigente afirmou que não existe qualquer possibilidade séria de paz por meio de negociações. O objetivo do sionismo é eliminar a própria causa palestina e expulsar o povo de seu território.
Iêmen não se renderá
Al-Houthi advertiu a Arábia Saudita contra uma nova escalada militar no Iêmen. Segundo ele, a agressão saudita contra o país já se prolonga há anos sem qualquer fundamento legal e serve diretamente aos interesses dos Estados Unidos e de “Israel”.
“A rendição não é uma opção no Iêmen”, afirmou.
O dirigente declarou que, caso o governo saudita retome uma agressão em grande escala, o Iêmen responderá da mesma forma: “escalada por escalada e bloqueio por bloqueio”.
Segundo al-Houthi, a Arábia Saudita atacou o Aeroporto Internacional de Saná porque se opõe ao fim do bloqueio imposto ao povo iemenita. A resposta do Iêmen ao ataque foi limitada, apesar da gravidade da agressão.
“A verdadeira equação é o Aeroporto Internacional de Saná pelo aeroporto de Riade”, advertiu.
A declaração estabelece que novos ataques sauditas contra a infraestrutura civil iemenita poderão ser respondidos com operações contra instalações equivalentes na Arábia Saudita.
Al-Houthi acusou o governo saudita de descumprir os compromissos assumidos durante a redução dos combates. Esses compromissos incluíam medidas humanitárias e o reconhecimento de direitos fundamentais do povo iemenita.
A Arábia Saudita continua impedindo o Iêmen de utilizar suas riquezas naturais, dificultando a circulação de pessoas e mantendo restrições sobre o aeroporto de Saná. O bloqueio interfere até mesmo nas viagens de pessoas que precisam realizar tratamentos médicos no exterior.
“Ninguém, independentemente de sua posição ou capacidade, possui o direito de privar o povo iemenita de seu petróleo ou de sua liberdade de movimento”, afirmou.
Segundo al-Houthi, a Arábia Saudita procura manter o país preso a uma crise econômica permanente e apresenta a colaboração com os inimigos do Iêmen como a única forma de obter recursos.
“A Arábia Saudita não deve imaginar que isso será um passeio. Será algo completamente diferente”, advertiu.
Apoio à Palestina e ao Líbano
O dirigente do Ansar Alá afirmou que a luta contra o sionismo constitui uma obrigação dos povos árabes e muçulmanos. A atuação das forças da resistência corresponde ao dever de apoiar os oprimidos e recusar a submissão ao imperialismo.
Al-Houthi acusou a Arábia Saudita de impedir uma ação conjunta dos países islâmicos contra “Israel”. O governo saudita bloqueia medidas concretas, como o boicote ao Estado sionista, e trabalha ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido para impedir a defesa do povo palestino.
Desde o início do genocídio, a Arábia Saudita procura apresentar a resistência palestina como um crime, ao mesmo tempo que preserva sua colaboração com os responsáveis pela matança na Faixa de Gaza.
O dirigente também condenou as pressões contra o Hesbolá no Líbano. Segundo ele, as autoridades libanesas obedecem às ordens dos Estados Unidos e atacam a organização que protegeu o país das invasões sionistas.
“Isso revela a natureza do papel saudita no Líbano, que serve ao programa de ‘Israel’. É um papel agressivo a serviço do sionismo, enquanto o papel da Resistência Islâmica é autêntico”, afirmou. “O Eixo jamais abandonará a Resistência.”
Vitória do Irã protege toda a região
Ao abordar a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, al-Houthi declarou que o imperialismo e o sionismo pretendiam derrubar ou silenciar o governo iraniano. A resistência do país, porém, impediu o avanço dessa operação.
Segundo o dirigente, a vitória iraniana representou uma vitória para todos os povos da região. Caso os Estados Unidos e “Israel” tivessem derrotado o Irã, a agressão teria avançado contra outros países, incluindo a Síria.
“A posição do Irã constitui uma poderosa barreira de proteção para os povos da região, incluindo os países do Golfo”, afirmou.
Al-Houthi destacou que os ataques dos Estados Unidos e de “Israel” fracassaram e que a resposta iraniana demonstrou a capacidade militar do país.
“A firmeza, a vitória e a resposta altamente eficaz do Irã à agressão norte-americana e israelense constituíram uma vitória para toda a nação”, declarou.
O dirigente acrescentou que o Iêmen também enfrentou diretamente os Estados Unidos em duas rodadas de combates, como parte de sua atuação em defesa da Faixa de Gaza. Os ataques norte-americanos contra o território iemenita foram realizados para proteger “Israel” e tentar interromper as operações do Ansar Alá em apoio aos palestinos.
Mesmo sob os bombardeios e o bloqueio, o Iêmen manteve sua atuação militar contra os interesses norte-americanos e sionistas. Al-Houthi reafirmou que o país não abandonará a Palestina, o Líbano nem o Irã diante das agressões do imperialismo.





