Embora se costume apresentar o futebol como uma linguagem universal, capaz de aproximar povos e culturas independentemente de fronteiras políticas. Na prática, porém, o que se vê é que futebol é política. Especialmente quando se vê tanta gente utilizando a expressão “soft power”. A recente divulgação da história do criador do escudo moderno da seleção argentina voltou a ilustrar esse fenômeno.
Segundo a reportagem, o emblema utilizado pela Associação do Futebol Argentino foi desenhado há cerca de cinquenta anos por um torcedor judeu, Norberto “Toto” Rud apaixonado pela seleção. A avó de Norberto, de origem eslava, imigrou para a Argentina na primeira metade do século XX.
O episódio, inicialmente tratado como uma curiosidade histórica, rapidamente ganhou repercussão por ocorrer em um cenário marcado pelo genocídio na Faixa de Gaza e pelo aumento das tensões políticas em torno de manifestações reprimidas de quem apoia a Palestina contra o Estado de “Israel”.
Em circunstâncias normais, a origem de um escudo esportivo dificilmente despertaria maior atenção. O problema é que os judeus estão sendo identificados com os crimes praticados pelo governo sionista de “Israel”.
Muitos rabinos e intelectuais judeus, como Norman Finkelstein, são unânimes em afirmar que os sionistas se apossaram do judaísmo para acobertar seus crimes e, portanto, são os piores dos judeus.
O uso político no confronto entre Argentina e Egito deixou muito clara a manipulação de resultados na Copa e seu uso político. Na terça-feira (7), a Argentina enfrentou o Egito nas oitavas de final. O técnico egipcio, Hossam Hassan, acenou a bandeira palestina após a vitória sobre a Austrália por 4 a 2 nos pênaltis, na sexta-feira (3). Suas imagens caminhando pelo campo com a bandeira, enquanto griava “Palestina Livre, Palestina Livre” ecoavam, viralizaram rapidamente nas redes sociais. Na entrevista do pós-jogo, Hassan afirmou que seu “coração e alma” estavam com o povo palestino e dedicou a vitória tanto aos egípcios quanto aos palestinos.
Isso bastou para que a equipe africana fosse completamente prejudicada. O Egito amassou a Argentina, abriu vantagem no placar, teve um lindíssimo gol anulado por uma falta que o VAR detectou no início da jogada. No entanto, um pênalti a favor dos egípcios, não foi, oportunamente, revisado pelo VAR, e a sequência do lance resultou em gol argentino.
Nas redes sociais, imediatamente, milhões de vídeos mostraram a penalidade que o VAR tentou esconder. É por isso que o imperialismo quer tanto censurar a internet.
A gigantesca repercussão demonstra como conflitos internacionais influenciam e controlam cada vez mais a vida de artistas, atletas, clubes e instituições esportivas. Redes sociais e plataformas digitais aceleram a circulação da informação e permitem que debates, originalmente restritos à política externa, ou de posse de monopólios da imprensa, passem a se popularizar e mostrar a realidade dos fatos.





