Brasil

Ministra ongueira defende controle dos bancos sobre o País

Esther Dweck apoia a ampliação da autonomia financeira do Banco Central, instituição entregue aos interesses dos banqueiros

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, defendeu a ampliação da autonomia financeira do Banco Central (BC). A declaração foi dada em entrevista ao videocast do jornal Folha de S.Paulo, gravada na última semana.

“A situação do BC, de pessoal e até de orçamento, é grave. Temos consciência disso e já concordamos com a necessidade de mais autonomia financeira”, afirmou.

A PEC 65/2023, em tramitação no Congresso Nacional, amplia a independência do Banco Central nas áreas administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial. A instituição já possui autonomia técnica e operacional desde a aprovação de uma lei complementar, em 2021.

Na prática, a proposta retira ainda mais o Banco Central do controle do governo eleito. Uma instituição responsável por decisões centrais da economia nacional passa a agir com orçamento, estrutura e patrimônio próprios, sem responder diretamente ao Poder Executivo, mas sim aos interesses do capital financeiro.

A principal objeção apresentada por Dweck não foi à entrega de maior poder ao Banco Central, mas à possibilidade de seus funcionários receberem benefícios superiores aos dos demais servidores públicos.

“Com coisas relacionadas a benefício dos servidores, a gente tem muita preocupação em não criar mais uma casta no serviço público que vai ter benefício que nenhum outro servidor pode ter. Queremos preservar a autonomia financeira, mas sem criar precedente para outras áreas”, disse.

A posição da ministra deixa claro que o governo aceita o essencial da PEC. A divergência está limitada aos gastos com pessoal e ao precedente que os benefícios concedidos ao BC podem abrir dentro do serviço público.

A chamada autonomia do Banco Central é, na realidade, a independência da instituição diante da população e do governo eleito. Ao mesmo tempo, aumenta sua subordinação aos interesses do capital financeiro, diretamente beneficiado pela política de juros e pelas demais decisões tomadas pelo banco.

Penduricalhos

Dweck também falou sobre os pagamentos acima do teto do funcionalismo, conhecidos como “penduricalhos”. Segundo ela, o Congresso não deve aprovar neste ano uma proposta sem a concordância do governo federal.

A ministra afirmou que o Executivo possui uma proposta inicial para discutir com os demais Poderes. O objetivo declarado é impedir o crescimento das despesas com benefícios adicionais.

“Não podemos ter algo que vá gerar mais pressão orçamentária em cima dessa despesa. Essa é a dificuldade. Eles precisam de algo que limite; a gente precisa de uma coisa que não amplie”, declarou.

A proposta defendida pela ministra prevê um “rol taxativo”, com a definição das parcelas que podem ser pagas acima do teto. Férias e 13º salário permaneceriam sem limite específico, pois variam de acordo com o salário. Benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-moradia seriam limitados a um percentual do teto constitucional.

Dweck também elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ela, ajuda a estabelecer limites para os demais Poderes, especialmente o Judiciário e o Ministério Público. Assim, ao mesmo tempo que aceita ampliar a independência do Banco Central, a ministra defende que o STF seja o responsável por controlar os gastos e benefícios dos outros setores do Estado. Uma inversão total do chamado “Estado Democrático de Direito” tão defendido pela esquerda.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.