Editorial

Muito bem, Neymar!

Ao derrotar o goleiro Nyland, ao demonstrar zero respeito pelos queridinhos do imperialismo, Neymar faz orgulho ao povo brasileiro

Há anos que Neymar se tornou o jogador de futebol mais perseguido do mundo. Para os abutres da imprensa, tudo é culpa dele. Se o Brasil ganha sem Neymar, é a prova de que Neymar é dispensável. Se perde sem ele, é a prova de que a equipe é “Neymardependente”. Se ganha com Neymar, é porque o jogo está fácil demais. Se perde com Neymar, é porque ele entrou em campo.

Nesta Copa, contudo, era difícil culpar o craque. Neymar jogou menos que 45 minutos durante toda a Copa. O time venceu três jogos seguidos, demonstrando um futebol muito superior que seus adversários e contando com boas participações de Vinicius Jr., que chamou a responsabilidade para si. Por que seria Neymar o grande responsável pela eliminação do Brasil?

Ora, porque Neymar seria “briguento”, “moleque”. Os mesmos abutres que não abriram a boca para reclamar da arbitragem contra o Brasil, para denunciar o pênalti que não foi marcado contra a Noruega e para apontar o favorecimento explícito da Argentina na Copa dedicaram horas para criticar a falta feita por Neymar, que o levou a sofrer um cartão amarelo, e as provocações ao goleiro norueguês. Incapazes de criticar Neymar no futebol, levam a discussão para o terreno moral.

Ocorre que a postura de Neymar em campo também é uma demosntração de que se trata de um grande jogador. Ela pode ser explicada pelo que veio depois: uma campanha canalha da imprensa brasileira em favor da Noruega. Um articulista da Folha de S.Paulo chegou a escrever que a Noruega, esse mesmo país que financia organizações não governamentais (ONGs) mundo afora, seria um exemplo de “civilidade”. O objetivo da grande imprensa é humilhar o povo brasileiro.

Quando Neymar vai lá e arranja briga, ele mostra que o brasileiro não deve aceitar esse tipo de coisa. Não deve baixar a cabeça porque uma seleçãozinha mequetrefe e truculenta ganhou um jogo. Não deve se ajoelhar perante Haaland, jogador que desconhece o que é um drible.

Os momentos finais de Neymar na Copa são de uma dignidade imensa. Quando tudo parecia terminado, ele foi lá e acreditou. Fora de forma e sob grande pressão, assumiu para si a responsabilidade de bater o pênalti. Provocou o goleiro e fez um gol humilhante. O gol de pênalti mais bonito desta Copa.

Neymar sabe que nem sempre o melhor vence. A Noruega, mesmo sendo um time de terceira linha, venceu para o gigante brasileiro. Mas isso não faz, nem nunca fará, da Noruega uma seleção maior que a brasileira. Ao derrotar o goleiro Nyland, ao demonstrar zero respeito pelos queridinhos do imperialismo, Neymar faz orgulho ao povo brasileiro.

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