Nesta quinta-feira (25), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, deflagraram a Operação Última Parada contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo.
O Estadão noticiou que, ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo e de Minas Gerais. A 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital decretou ainda o bloqueio de bens dos investigados de até R$ 194 milhões, 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações dos investigados, além da intervenção e o afastamento dos seis integrantes da cúpula da Transunião.
O jornal também informou que, pela primeira vez, um vereador da capital – Senival Moura (PT), 1º secretário da Câmara Municipal – foi preso sob a acusação de lavar dinheiro do crime organizado na empresa de ônibus Transunião. O texto da matéria do Estadão não explica objetivamente como o vereador petista é ligado ao que eles chamam de “a história da Transunião” e ao “crime organizado”.
Segundo a matéria, para o Deic, a análise das movimentações financeiras e as transferências de recursos da empresa passavam pelo vereador, embora ele não integrasse oficialmente o quadro societário da Transunião. Diz ainda que essa operação teria começado ainda em 2020 em razão do assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da empresa, morto a tiros em 4 de março de 2020.
Celulares apreendidos com Adauto Soares, segundo os investigadores, seriam capazes de verificar nas conversas que pagamentos tinham a anuência ou a participação de pessoas de fora da direção da empresa, como o vereador Senival Moura, nominado nas conversas como “presidente”, “véio”, “velhinho” e “vereador”. Nesta quinta-feira pela manhã, a Polícia Civil disse à imprensa que Moura estava jurado de morte pelo PCC por conta de um suposto desvio de dinheiro ocorrido em 2020.
Enfim, aparentemente não há nada de concreto que incrimine de fato o vereador, a princípio ele não poderia ser preso sem uma votação na Assembleia Legislativa de São Paulo, salvo flagrante, o que não é o caso. Outro ponto que chama a atenção na reportagem do Estadão é a citação dos nomes de duas figuras importantes do PT, os deputados federais Nilto e Jilmar Tatto, tentando de alguma forma ligá-los ao suposto crime organizado.
Pelo estardalhaço que a imprensa está fazendo com o caso, fica claro que se trata de uma perseguição política. O vereador, que se encontra preso neste momento, ainda não deu a sua versão dos fatos. O que se pode concluir é que o tal “endurecimento repressivo em combate ao crime organizado” defendido inclusive pela esquerda, será mais um instrumento da burguesia para perseguir a própria esquerda.





