A Rússia afirmou que responderá aos novos ataques ucranianos contra Moscou e seus arredores, depois de uma agressão de grandes proporções realizada nesta quinta-feira (18). Segundo o Ministério da Defesa russo, a Ucrânia lançou cerca de 1.000 aeronaves não-tripuladas e vários mísseis de cruzeiro contra o território russo em um período de 24 horas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, advertiu a OTAN de que qualquer agressão direta contra uma região russa terá resposta militar de grandes proporções.
“Mais uma vez, gostaria de enfatizar que, no caso de agressão de qualquer Estado da OTAN contra qualquer região russa, nossa resposta será decisiva e devastadora para aqueles que iniciarem uma ação tão irresponsável”, declarou.
Zakharova também afirmou que os governos imperialistas devem compreender o que estão fazendo ao empurrar a Europa para uma escalada militar. “Nenhum comandante de brigada do Ocidente, como eles se chamam, nenhuma capacidade, potencial ou linha de defesa irá ajudá-los”, disse.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, também se pronunciou sobre o ataque. Segundo ele, “as palavras já não são suficientes para descrever os atos terroristas de Quieve”. Lavrov afirmou que as Forças Armadas russas darão continuidade aos ataques maciços contra instalações que afetam diretamente a capacidade militar ucraniana.
“Não foi por acaso que o presidente anunciou, algum tempo atrás, depois de mais uma ação dos terroristas de Quieve, que agora realizaríamos ataques combinados maciços de maneira regular contra alvos cuja condição afeta diretamente a capacidade de combate das Forças Armadas da Ucrânia”, disse Lavrov.
A ofensiva atingiu a refinaria de Capotnia, em Moscou, que sofreu grandes danos. Imagens divulgadas após o ataque mostraram explosões no local. Foi o segundo ataque ucraniano contra a instalação apenas nesta semana. Moradores relataram uma “chuva negra”, com resíduos de petróleo e destroços espalhados pelas ruas.
Além da refinaria, foram danificados centros comerciais, edifícios residenciais e casas em Jucóvski, Eletrostal, Liubertsi, Cotélniki e Tchékhov. Várias pessoas ficaram feridas por estilhaços, entre elas uma criança de três anos. Ao menos uma pessoa morreu.
As autoridades russas informaram que mais de 200 aeronaves não tripuladas foram interceptadas, mas parte delas atingiu seus alvos. Um dia antes, o governo russo havia denunciado outro ataque ucraniano, desta vez contra um ônibus que transportava crianças bielorrussas. A Ucrânia negou responsabilidade.
Na quarta-feira, após reunião do G7 na França, os principais países imperialistas declararam apoio ao fornecimento de novas armas à Ucrânia. O comunicado conjunto afirmou que os governos do bloco vão ampliar a entrega de sistemas de defesa aérea, interceptadores e capacidades de longo alcance.
O mesmo documento ameaçou novas sanções contra a Rússia, em especial nos setores de petróleo e gás, depois da reabertura do Estreito de Ormuz como parte de um memorando de entendimento entre EUA e Irã. O G7 afirmou que este é “o momento correto” para avançar com medidas adicionais contra a economia russa.




